ter, 22 set
Política

Eleição do Senado: o DF troca duas cadeiras e Damares segue até 2031

As cadeiras de Izalci Lucas e Leila Barros vencem em janeiro de 2027 e vão às urnas em 4 de outubro; a de Damares Alves só volta a ser disputada em 2030.

Por Redação Sou Brasília 4 min de leitura
Vista do alto do plenário do Senado Federal em sessão, com senadores nas bancadas de madeira, tapete azul e painel eletrônico de votação ao fundo
Foto: Senado Federal/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Neste texto4 tópicos
  1. Por que o Senado troca dois terços de uma vez
  2. Quem são os três senadores do DF hoje
  3. Quais partidos perdem mais cadeiras agora
  4. O que acontece depois da eleição

O eleitor do Distrito Federal escolhe dois senadores em 4 de outubro. As cadeiras que vão às urnas são as de Izalci Lucas (PL) e Leila Barros (PDT), cujos mandatos terminam em 31 de janeiro de 2027. A terceira cadeira do DF, ocupada por Damares Alves (Republicanos), só volta a ser disputada em 2030.

O SouBrasília extraiu a lista completa de parlamentares em exercício na base de dados abertos do Senado Federal nesta terça-feira (22) e conferiu, cadeira por cadeira, a data de término de cada mandato. O resultado: dos 81 senadores em exercício, 54 têm mandato até 31 de janeiro de 2027 e 27 seguem até 31 de janeiro de 2031.

Quadro com as três cadeiras do DF no Senado: Damares Alves com mandato até 2031 e fora da disputa, Izalci Lucas e Leila Barros com mandato até 2027 e cadeiras em disputa
Das três cadeiras do DF, duas vencem em 31 de janeiro de 2027 e vão às urnas em outubro.Arte: SouBrasília, com dados abertos do Senado Federal

Por que o Senado troca dois terços de uma vez

O mandato de senador dura oito anos, o dobro do de deputado e do de governador. Para que a Casa não seja renovada inteira de uma vez, a Constituição determina que a troca aconteça de forma alternada: em uma eleição muda um terço das cadeiras, na seguinte mudam dois terços.

Em 2022 foi a vez do terço, com um senador por estado. Agora é o ciclo dos dois terços, e cada unidade da federação elege dois nomes, o que dá as 54 cadeiras em disputa. Quem for eleito agora toma posse em 1º de fevereiro de 2027 e fica até 2035.

Na prática, isso muda a forma de votar. A urna pede o voto para senador duas vezes seguidas, e o eleitor digita dois números diferentes, um em cada etapa. Cada candidato concorre acompanhado de dois suplentes, que assumem se ele deixar o cargo.

Quem são os três senadores do DF hoje

Izalci Lucas e Leila Barros foram eleitos em 2018 e cumprem o último ano do mandato. Damares Alves foi eleita em 2022 e está no meio do dela, com a cadeira garantida até 2031 independentemente do resultado de outubro.

A disputa pelas duas vagas do DF já aparece em levantamentos de intenção de voto. No mais recente, o Datafolha mediu Michelle Bolsonaro com 21% e Leila Barros com 18%. Quem quiser comparar o perfil de quem está na disputa pode consultar a lista com o patrimônio declarado ao TSE pelos 13 candidatos ao Senado pelo DF.

Quais partidos perdem mais cadeiras agora

Pela filiação atual de quem ocupa as 54 cadeiras em disputa, o PSD é o partido com mais posições em risco, com 11. Vêm em seguida o MDB, com 8, e um bloco de três legendas empatadas com 6 cada: PL, PSB e PT.

  • PSD: 11 cadeiras
  • MDB: 8
  • PL, PSB e PT: 6 cada
  • PP e PSDB: 4 cada
  • Podemos: 3
  • Republicanos e PDT: 2 cada
  • União e Avante: 1 cada

O número se refere ao partido de quem está na cadeira hoje, e não necessariamente ao partido pelo qual a cadeira foi conquistada em 2018. Trocas de legenda no meio do mandato são comuns no Senado e não obrigam o parlamentar a devolver o mandato.

Outro dado que a extração mostra: 9 dos 81 senadores em exercício não são titulares, e sim suplentes que assumiram ao longo da legislatura. Sete deles ocupam justamente cadeiras que vencem agora.

O que acontece depois da eleição

A diplomação dos eleitos ocorre até dezembro, nos tribunais regionais eleitorais, e a posse é em fevereiro de 2027, no início da 58ª legislatura. Só a partir daí a nova composição da Casa começa a valer para votações, comissões e sabatinas de autoridades, inclusive as indicações ao Supremo Tribunal Federal, que passam obrigatoriamente pelo plenário do Senado.

A lista de parlamentares em exercício, com a data de término de cada mandato, está disponível no serviço de dados abertos do Senado Federal, atualizado pela própria Casa. O calendário oficial do pleito e a consulta ao local de votação ficam no portal do Tribunal Superior Eleitoral.

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