Eleição do Senado: o DF troca duas cadeiras e Damares segue até 2031
As cadeiras de Izalci Lucas e Leila Barros vencem em janeiro de 2027 e vão às urnas em 4 de outubro; a de Damares Alves só volta a ser disputada em 2030.

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O eleitor do Distrito Federal escolhe dois senadores em 4 de outubro. As cadeiras que vão às urnas são as de Izalci Lucas (PL) e Leila Barros (PDT), cujos mandatos terminam em 31 de janeiro de 2027. A terceira cadeira do DF, ocupada por Damares Alves (Republicanos), só volta a ser disputada em 2030.
O SouBrasília extraiu a lista completa de parlamentares em exercício na base de dados abertos do Senado Federal nesta terça-feira (22) e conferiu, cadeira por cadeira, a data de término de cada mandato. O resultado: dos 81 senadores em exercício, 54 têm mandato até 31 de janeiro de 2027 e 27 seguem até 31 de janeiro de 2031.

Por que o Senado troca dois terços de uma vez
O mandato de senador dura oito anos, o dobro do de deputado e do de governador. Para que a Casa não seja renovada inteira de uma vez, a Constituição determina que a troca aconteça de forma alternada: em uma eleição muda um terço das cadeiras, na seguinte mudam dois terços.
Em 2022 foi a vez do terço, com um senador por estado. Agora é o ciclo dos dois terços, e cada unidade da federação elege dois nomes, o que dá as 54 cadeiras em disputa. Quem for eleito agora toma posse em 1º de fevereiro de 2027 e fica até 2035.
Na prática, isso muda a forma de votar. A urna pede o voto para senador duas vezes seguidas, e o eleitor digita dois números diferentes, um em cada etapa. Cada candidato concorre acompanhado de dois suplentes, que assumem se ele deixar o cargo.
Quem são os três senadores do DF hoje
Izalci Lucas e Leila Barros foram eleitos em 2018 e cumprem o último ano do mandato. Damares Alves foi eleita em 2022 e está no meio do dela, com a cadeira garantida até 2031 independentemente do resultado de outubro.
A disputa pelas duas vagas do DF já aparece em levantamentos de intenção de voto. No mais recente, o Datafolha mediu Michelle Bolsonaro com 21% e Leila Barros com 18%. Quem quiser comparar o perfil de quem está na disputa pode consultar a lista com o patrimônio declarado ao TSE pelos 13 candidatos ao Senado pelo DF.
Quais partidos perdem mais cadeiras agora
Pela filiação atual de quem ocupa as 54 cadeiras em disputa, o PSD é o partido com mais posições em risco, com 11. Vêm em seguida o MDB, com 8, e um bloco de três legendas empatadas com 6 cada: PL, PSB e PT.
- PSD: 11 cadeiras
- MDB: 8
- PL, PSB e PT: 6 cada
- PP e PSDB: 4 cada
- Podemos: 3
- Republicanos e PDT: 2 cada
- União e Avante: 1 cada
O número se refere ao partido de quem está na cadeira hoje, e não necessariamente ao partido pelo qual a cadeira foi conquistada em 2018. Trocas de legenda no meio do mandato são comuns no Senado e não obrigam o parlamentar a devolver o mandato.
Outro dado que a extração mostra: 9 dos 81 senadores em exercício não são titulares, e sim suplentes que assumiram ao longo da legislatura. Sete deles ocupam justamente cadeiras que vencem agora.
O que acontece depois da eleição
A diplomação dos eleitos ocorre até dezembro, nos tribunais regionais eleitorais, e a posse é em fevereiro de 2027, no início da 58ª legislatura. Só a partir daí a nova composição da Casa começa a valer para votações, comissões e sabatinas de autoridades, inclusive as indicações ao Supremo Tribunal Federal, que passam obrigatoriamente pelo plenário do Senado.
A lista de parlamentares em exercício, com a data de término de cada mandato, está disponível no serviço de dados abertos do Senado Federal, atualizado pela própria Casa. O calendário oficial do pleito e a consulta ao local de votação ficam no portal do Tribunal Superior Eleitoral.






