ter, 6 out
Política

Michelle Bolsonaro e Bia Kicis vencem Senado no DF, Leila Barros fica fora

Michelle Bolsonaro e Bia Kicis (PL) venceram as duas vagas do DF no Senado com 938.496 e 886.616 votos; Leila Barros ficou em terceiro, fora da Casa a partir de 2027.

Por Redação Sou Brasília 4 min de leitura
Fachada do Congresso Nacional em Brasília, com as cúpulas do Senado e da Câmara e a torre ao fundo, em dia de céu azul
Foto: Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
Neste texto4 tópicos
  1. Por que o DF terá as três vagas do Senado ocupadas por mulheres
  2. O que as senadoras eleitas dizem que vão fazer
  3. O que o resultado no DF diz sobre o Senado que toma posse em 2027
  4. Como foi a campanha de Michelle e Bia Kicis no DF

Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, as duas do PL, venceram a disputa pelas duas vagas do Distrito Federal no Senado no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, com 938.496 e 886.616 votos. A senadora Leila Barros (PDT), que tentava reeleição, ficou em terceiro, fora da Casa a partir de fevereiro.

Com quase a totalidade das urnas apuradas, Michelle somou 29,01% dos votos válidos e Bia Kicis, 27,42%. Leila Barros, conhecida como Leila do Vôlei por ter sido medalhista olímpica de vôlei de praia e de quadra, teve 686.340 votos, 21,25% do total, atrás ainda da deputada Érika Kokay (PT), que também ficou fora da disputa pela vaga.

  • Michelle Bolsonaro (PL): 938.496 votos (29,01%)
  • Bia Kicis (PL): 886.616 votos (27,42%)
  • Leila Barros (PDT): 686.340 votos (21,25%), 3ª colocada, fora do Senado

A vitória da chapa do PL repete o resultado que pesquisas de intenção de voto já indicavam desde agosto, quando o Datafolha media Michelle à frente de Leila Barros na corrida pelo DF. Michelle chegava à urna em sua estreia na política, depois de ser primeira-dama do país entre 2019 e 2022. Bia Kicis deixa a Câmara dos Deputados, onde cumpriu dois mandatos, para assumir a cadeira no Senado.

Por que o DF terá as três vagas do Senado ocupadas por mulheres

Com a eleição de Michelle e Bia Kicis, as três cadeiras do Senado pelo Distrito Federal passam a ser ocupadas por mulheres. A terceira vaga é de Damares Alves (Republicanos), que está no meio do mandato conquistado em 2022 e só volta a disputar a reeleição em 2030; ela não entrou na disputa deste ano, como o SouBrasília mostrou em setembro ao detalhar quais cadeiras do DF iam a votos.

A combinação é inédita: nunca antes o Distrito Federal teve as duas vagas abertas numa mesma eleição preenchidas por mulheres, somadas a uma terceira já em exercício. A bancada feminina eleita neste domingo também é recorde em todo o país: doze mulheres venceram disputas ao Senado entre as 54 vagas que foram a votos, o maior número da história da Casa numa única eleição.

O que as senadoras eleitas dizem que vão fazer

Michelle Bolsonaro fez campanha ao lado do enteado, o deputado federal Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, e defendeu a dobradinha como estratégia de ocupar espaço de "mulheres de direita" na política nacional. Em entrevista à Rádio Senado, ela resumiu o que considera a marca de sua chegada à Casa:

"Mulheres de direita, mulheres fortes. Mulheres que têm princípios e valores. Mulheres que cuidam."

Bia Kicis, que preside hoje a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, adiantou que pretende levar ao Senado pautas ligadas ao funcionamento dos Poderes e à relação entre Legislativo e Judiciário:

"É fundamental que os Poderes voltem a funcionar dentro do desenho constitucional. A gente não pode admitir o Brasil conviver com perseguição política."

Ela também citou o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes como uma das pautas que pretende priorizar no mandato.

O que o resultado no DF diz sobre o Senado que toma posse em 2027

A dobradinha do PL no Distrito Federal integra um resultado nacional de maioria do partido na Casa: a sigla elegeu 19 dos 54 senadores que foram a votos neste domingo e chega a 28 cadeiras no total, somando os que já estavam em mandato, a maior bancada do Senado a partir da próxima legislatura, à frente de MDB (sete) e PT (seis).

Os eleitos e eleitas em todo o país passam por diplomação nos tribunais regionais eleitorais ao longo de novembro e dezembro e tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, no início da 58ª legislatura. É só a partir dessa data que a nova composição do Senado começa a valer para votações, instalação de comissões e sabatinas de indicações, inclusive ao Supremo Tribunal Federal.

Como foi a campanha de Michelle e Bia Kicis no DF

As duas concorreram sob a coligação "Propósito e Ação", que reuniu PL, Republicanos, MDB, Podemos, DC, Mobiliza, Democracia Cristã e as federações PRD-Solidariedade e União-Progressistas em apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Michelle e Bia Kicis fizeram boa parte da campanha juntas no Distrito Federal, reforçando a ligação da chapa com o entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro. Michelle chegou à disputa sem nunca ter ocupado cargo eletivo e terminou como a mais votada entre os candidatos ao Senado pelo DF.

Bia Kicis, deputada federal desde 2019, levou para a campanha a pauta que marcou sua atuação na Câmara: a relação entre Congresso e Supremo Tribunal Federal e a crítica a decisões do tribunal ligadas ao 8 de janeiro. Ela deixa a Câmara depois de dois mandatos para assumir a cadeira no Senado em fevereiro de 2027.

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