A disputa pelas duas vagas do Distrito Federal no Senado tem Michelle Bolsonaro (PL) com 21% das intenções de voto e Leila do Vôlei (PDT) com 18%, segundo o Datafolha divulgado na sexta-feira (11). O instituto ouviu 910 eleitores do DF entre os dias 8 e 11 de setembro.
Na sequência aparecem Bia Kicis (PL), com 15%, e Erika Kokay (PT), com 14%. O levantamento foi contratado pela Globo e pela Folha de S.Paulo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números DF-06055/2026 e BR-04623/2026. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Como cada eleitor escolhe dois nomes para o Senado neste pleito, o percentual do cenário estimulado soma as duas indicações. Nenhum outro candidato passou de 2%.
Os quatro primeiros cresceram desde agosto
A comparação com a rodada anterior, de agosto, mostra avanço em todo o pelotão da frente. Michelle saiu de 19% para 21%. Leila foi de 16% para 18%. Erika Kokay subiu de 12% para 14%. O maior salto é o de Bia Kicis, que passou de 11% para 15%, quatro pontos em menos de um mês.
As variações de Michelle, Leila e Kokay ficam dentro da margem de erro, o que significa estabilidade do ponto de vista estatístico. A de Bia Kicis está no limite dela.
- Michelle Bolsonaro (PL): 21% (era 19%)
- Leila do Vôlei (PDT): 18% (era 16%)
- Bia Kicis (PL): 15% (era 11%)
- Erika Kokay (PT): 14% (era 12%)
- Sebastião Coelho (Novo), Ronaldo Fonseca (PSD) e Professor Guilherme Amorim (UP): 2% cada
- Tiago (Agir), Guto Felício dos Santos (PSDB), David Horn (PCO), Marley (Avante) e Avenir Rosa (Democrata): 1% cada
- Zanata (PSTU): 0%
- Brancos, nulos ou nenhum: 11%
- Não sabem: 9%
O primeiro e o segundo voto contam histórias diferentes
O Datafolha separou as duas escolhas do eleitor, e o retrato muda conforme a ordem. Na primeira indicação, Michelle abre distância larga: 34%, contra 18% de Leila do Vôlei e 17% de Erika Kokay. Bia Kicis fica em 8%. Brancos e nulos somam 9%, e 6% não souberam responder.
Na segunda indicação, a ordem se inverte. Bia Kicis lidera com 21%, seguida por Leila do Vôlei, com 19%, e Erika Kokay, com 11%. Michelle cai para 9%, porque a maior parte de quem a escolhe já a colocou no primeiro voto. Nessa etapa, brancos e nulos chegam a 14% e os indecisos, a 12%.
O comportamento sugere que Michelle concentra voto de primeira escolha e que a segunda vaga é a mais disputada. É nela que Kicis, Leila e Kokay se cruzam.
O eleitor que ainda não decidiu
Somados brancos, nulos e indecisos do cenário estimulado, 20% do eleitorado do DF ainda não tem candidato definido para o Senado. É um contingente maior que a diferença entre o primeiro e o quarto colocado, que é de sete pontos.
As duas cadeiras em jogo são as ocupadas hoje por Izalci Lucas e por Leila Barros, cujos mandatos terminam em janeiro de 2027. Leila disputa a reeleição. A terceira representação do DF na Casa, de Damares Alves (Republicanos), eleita em 2022, segue até 2031 e não está em disputa neste ano.
O calendário também pesa na leitura do quadro. A propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão já está no ar, e é nesse período que costuma ocorrer a maior parte da movimentação entre candidatos com tempo de tela desigual. Quem tem menos tempo depende de rede social e de agenda de rua para se tornar conhecido, e é daí que vem boa parte da variação entre uma rodada e outra.
No mesmo levantamento, o Datafolha mediu a corrida pelo Palácio do Buriti, com a governadora Celina Leão à frente. Veja os números da disputa pelo GDF.
Como a pesquisa foi feita
O Datafolha entrevistou 910 eleitores do Distrito Federal, em pontos de fluxo, entre 8 e 11 de setembro de 2026. A amostra é estratificada por sexo, idade, escolaridade e região administrativa. O intervalo de confiança de 95% indica que, em 95 de cada 100 levantamentos feitos com a mesma metodologia, o resultado ficaria dentro da margem de três pontos.
Pesquisa eleitoral mede intenção de voto no momento da coleta e não projeta resultado. Novas rodadas devem sair até a véspera do pleito, marcado para 4 de outubro, um domingo.
Vale a distinção entre os dois recortes que o instituto publica. O cenário estimulado apresenta a lista completa de candidatos ao entrevistado e soma as duas indicações permitidas. Os recortes de primeiro e segundo voto mostram em que posição cada nome é lembrado. Um candidato pode liderar o total e, ainda assim, aparecer em quarto lugar entre as segundas escolhas, que é exatamente o caso de Michelle nesta rodada.
Para o eleitor, a regra prática é simples: são dois votos para senador, registrados em sequência na urna, e não há obrigação de usar os dois. Voto em branco ou nulo em uma das duas posições não anula a outra.








