Treze candidatos disputam as duas vagas do Distrito Federal no Senado em 2026, e as declarações de bens entregues à Justiça Eleitoral vão de nenhum bem registrado a R$ 4,4 milhões. Os números constam dos pedidos de registro protocolados até o encerramento do prazo, às 19h do sábado (15).
A maior declaração é a da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que informou R$ 4,4 milhões em bens. O levantamento com os valores de todos os concorrentes foi publicado pela coluna Grande Angular, do Metrópoles, a partir dos dados do sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Quanto declarou cada candidato ao Senado pelo DF
- Michelle Bolsonaro (PL): R$ 4,4 milhões
- Bia Kicis (PL): R$ 1,3 milhão
- Ronaldo Fonseca (PSD): R$ 841,2 mil
- Erika Kokay (PT): R$ 484 mil
- Guto Felício dos Santos (PSDB): R$ 441,6 mil
- Sebastião Coelho (Novo): R$ 390 mil
- Professor Guilherme Amorim (UP): R$ 358,4 mil
- David Horn (PCO): R$ 318 mil
- Leila do Vôlei (PDT): R$ 170,9 mil
- Marley (Avante), Zanata (PSTU) e Avenir Rosa (Democrata): sem bens declarados
- Tiago (Agir): valor lançado com erro de preenchimento, segundo a coluna, que informa correção para R$ 15 mil
A declaração de bens é obrigatória no pedido de registro e reproduz o que o candidato informou à Receita Federal. O documento não mede renda nem patrimônio da campanha, que tem prestação de contas própria e prazo separado.
O que Michelle Bolsonaro declarou
A declaração da candidata do PL é composta quase inteiramente por ativos financeiros. Segundo o Correio Braziliense, que consultou o sistema do TSE, são R$ 4,1 milhões em aplicações financeiras, R$ 301,6 mil em fundo de investimento e um Volkswagen Fusca avaliado em R$ 30 mil. É a primeira candidatura a cargo eletivo da ex-primeira-dama, que tem o irmão, Diego Torres, como suplente na chapa.
A segunda maior declaração entre os candidatos ao Senado pelo DF é a da deputada federal Bia Kicis (PL), com R$ 1,3 milhão. As duas concorrem pelo mesmo partido, situação permitida porque cada Estado e o DF elegem duas vagas nesta eleição, e a legenda pode lançar duas candidaturas majoritárias ao Senado.
Como consultar e o que vem agora
Os dados de todos os candidatos ficam abertos no DivulgaCandContas, sistema público do TSE que reúne pedido de registro, bens declarados, certidões e, mais adiante, a prestação de contas de campanha. A consulta é feita por Estado e por cargo, sem necessidade de cadastro.
O registro protocolado ainda não é candidatura confirmada. Depois da publicação dos editais, abre-se o prazo para impugnações, que podem ser apresentadas por candidatos, partidos, coligações e pelo Ministério Público Eleitoral. O calendário eleitoral prevê que os pedidos de registro sejam julgados até 14 de setembro.
No conjunto do DF, foram protocolados 640 pedidos de registro para todos os cargos, entre governo, Senado, Câmara dos Deputados e Câmara Legislativa, conforme balanço do Tribunal Regional Eleitoral do DF. O detalhamento por cargo está em reportagem publicada neste sábado.
A propaganda eleitoral de rua e na internet está liberada desde este domingo (16). O horário gratuito no rádio e na televisão começa em 28 de agosto e vai até 1º de outubro. A votação em primeiro turno ocorre em 4 de outubro.
Duas vagas e o peso da renovação
O DF elege dois senadores nesta eleição, o que amplia a disputa em relação aos pleitos em que apenas uma cadeira está em jogo. As vagas em jogo são as ocupadas por Izalci Lucas e Leila Barros, eleitos em 2018 para mandatos que terminam em 2027. Damares Alves, eleita em 2022, tem mandato até 2031 e não disputa a eleição para o Senado neste ano.
Leila Barros concorre à reeleição pelo PDT e aparece na lista de registros como Leila do Vôlei, nome de urna com que foi eleita em 2018. Entre os 13 nomes registrados há parlamentares em exercício, ex-parlamentares e estreantes, o que torna o resultado menos previsível do que em disputas com uma vaga só.
Os valores declarados não indicam desempenho eleitoral nem capacidade de arrecadação. Servem como informação pública sobre a situação patrimonial de quem pede o voto e podem ser comparados, ao fim do mandato, com a declaração seguinte de quem for eleito.








