Avante oficializa Augusto Cury como candidato à Presidência

agosto 4, 2026
Fachada do Palácio 9 de Julho, sede da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo

O Avante oficializou o escritor e psiquiatra Augusto Cury como candidato à Presidência da República em convenção realizada na segunda-feira (3), na Assembleia Legislativa de São Paulo. O nome do vice ainda não foi definido pelo partido.

Autor de livros de autoajuda com milhões de exemplares vendidos, Cury disputa cargo eletivo pela primeira vez. A candidatura foi confirmada às vésperas da abertura do prazo de registro na Justiça Eleitoral, que vai de 5 a 15 de agosto.

Um nome de fora da política partidária

Cury construiu carreira como psiquiatra e autor. Os livros dele circulam em listas de mais vendidos há mais de duas décadas e são adotados em programas de formação de professores e em cursos livres. É desse reconhecimento fora da política que a campanha pretende extrair conhecimento de nome, o ativo que candidatos estreantes normalmente levam anos para construir.

O histórico recente de candidaturas presidenciais de perfil semelhante mostra o tamanho do desafio. Nomes vindos da comunicação, do empreendedorismo ou da produção cultural costumam registrar boa lembrança espontânea em pesquisas e votação bem abaixo disso na urna, porque a decisão do eleitor no cargo majoritário nacional tende a se concentrar nos dois primeiros colocados.

Semipresidencialismo é a bandeira central

No discurso da convenção, Cury defendeu mudanças no sistema de governo e afirmou que, se eleito, pretende propor a adoção do semipresidencialismo no Brasil. No modelo, o presidente da República concentra funções estratégicas, como política externa e defesa, enquanto um primeiro-ministro conduz a administração do dia a dia e responde ao Parlamento.

O debate sobre dividir os poderes do chefe do Executivo não é novo no país. Em 1993, o eleitorado rejeitou o parlamentarismo em plebiscito e manteve o presidencialismo. Propostas de emenda para instituir o semipresidencialismo voltaram a circular no Congresso nos últimos anos, sem avançar.

  • Convenção: 3 de agosto de 2026, na Alesp
  • Candidato: Augusto Cury, escritor e psiquiatra
  • Vice: ainda não definido
  • Principal proposta anunciada: adoção do semipresidencialismo
  • Prazo de registro no TSE: de 5 a 15 de agosto

Conversa com o Novo não avançou

Cury informou que as tratativas com Romeu Zema, candidato do Novo, não progrediram e que uma aliança entre os dois partidos está praticamente descartada. A tentativa de reunir siglas fora dos dois maiores blocos vinha sendo articulada desde o primeiro semestre e esbarrou na definição de quem encabeçaria a chapa.

A candidatura do Avante entra na disputa sem tempo relevante de propaganda no rádio e na televisão, o que empurra a campanha para as redes sociais.

O tamanho do partido na disputa

O tempo de propaganda eleitoral gratuita é distribuído conforme o tamanho da bancada de cada legenda na Câmara dos Deputados. Partidos médios e pequenos ficam com frações do bloco, o que reduz a exposição do candidato no horário eleitoral e concentra a campanha em plataformas digitais e em agenda de rua.

Para o eleitor de Brasília, a definição interessa por dois motivos. O primeiro é o voto para presidente, que se repete em todo o país. O segundo é o efeito da chapa nacional sobre as disputas locais: o desempenho do candidato presidencial costuma influenciar a votação de deputados distritais e federais do mesmo partido no DF.

Agosto é o mês que fecha o tabuleiro

A convenção do Avante entra em uma sequência que se concentra na primeira quinzena de agosto. A lei eleitoral fixa a janela de convenções entre 20 de julho e 5 de agosto, e é nesse intervalo que partidos aprovam candidaturas, coligações majoritárias e federações proporcionais.

Só quando o prazo de registro se encerra, em 15 de agosto, o quadro fica estável. Até lá, nomes anunciados podem ser trocados, chapas podem ser refeitas e vices podem ser definidos na última hora, como é o caso do Avante.

  • Convenções partidárias: de 20 de julho a 5 de agosto
  • Registro de candidaturas: de 5 a 15 de agosto, até as 19h
  • Primeiro turno: 4 de outubro
  • Segundo turno, se houver: último domingo de outubro

Próximos passos

Com a convenção realizada, o partido tem até 15 de agosto, às 19h, para protocolar o registro da candidatura no Tribunal Superior Eleitoral. A partir daí, a Justiça Eleitoral analisa a documentação e eventuais impugnações antes de deferir ou indeferir o pedido.

A votação do primeiro turno está marcada para 4 de outubro. Havendo segundo turno, a votação ocorre no último domingo de outubro, como determina a Constituição.

Perguntas frequentes

Quem é o candidato do Avante à Presidência em 2026?

O escritor e psiquiatra Augusto Cury, oficializado em convenção no dia 3 de agosto de 2026.

Quem é o vice na chapa?

O partido ainda não definiu o nome do candidato a vice-presidente.

O que é semipresidencialismo?

É o sistema em que o presidente da República mantém funções estratégicas, como defesa e política externa, enquanto um primeiro-ministro conduz a administração e responde ao Parlamento.

O Avante vai se aliar ao Novo?

Segundo Cury, as conversas com Romeu Zema não avançaram e a aliança está praticamente descartada.

Até quando o partido pode registrar a candidatura?

Até 15 de agosto de 2026, às 19h, no Tribunal Superior Eleitoral.

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