seg, 21 set
Economia

Selic hoje: taxa está em 14% ao ano após corte do Copom

A taxa Selic está em 14% ao ano desde 5 de agosto de 2026, após corte unânime de 0,25 ponto do Copom. Veja o efeito no crédito e na renda fixa.

Por Redação Sou Brasília atualizada em 5 min de leitura
Edifício-sede do Banco Central do Brasil, no Setor Bancário Sul, em Brasília
Neste texto5 tópicos
  1. O que o Copom decidiu em agosto
  2. O que o mercado projeta para a Selic
  3. Como a Selic a 14% chega ao bolso do brasiliense
  4. Calendário do Copom até o fim de 2026
  5. Perguntas frequentes

A taxa Selic está em 14% ao ano desde 5 de agosto de 2026, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou os juros em 0,25 ponto percentual em decisão unânime. Foi a quarta redução seguida do ciclo, e a taxa vigora até a próxima reunião, em setembro.

  • Selic hoje: 14% ao ano
  • Desde quando: 5 de agosto de 2026
  • Tamanho do corte: 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14%
  • Placar: decisão unânime do colegiado
  • Ata da reunião: terça-feira, 11 de agosto
  • Próxima reunião: 15 e 16 de setembro de 2026

O que o Copom decidiu em agosto

A reunião de 4 e 5 de agosto foi a quinta do ano. O comitê reduziu a taxa básica pela quarta vez consecutiva, sempre no mesmo ritmo de 0,25 ponto, e manteve a porta aberta para novos ajustes sem se comprometer com o passo seguinte.

No comunicado, o Copom afirmou que “o conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião sugere uma moderação gradual da atividade econômica, embora ainda em patamar resiliente”, e registrou que “a inflação cheia desacelerou, porém ainda acima do limite superior da meta”. O texto pede “serenidade e cautela na condução da política monetária”, formulação que o mercado leu como sinal de ciclo gradual e dependente dos dados.

“A inflação cheia desacelerou, porém ainda acima do limite superior da meta”, diz o comunicado do Copom divulgado em 5 de agosto de 2026.

A decisão é colegiada e o resultado do voto aparece no comunicado quando não há unanimidade. Em agosto não houve divergência registrada. O detalhamento dos argumentos discutidos pelos diretores sai na ata, publicada na terça-feira seguinte ao encontro, ou seja, em 11 de agosto.

O que o mercado projeta para a Selic

O Boletim Focus divulgado em 3 de agosto, dois dias antes da decisão, mostrou o mercado projetando a Selic em 13,75% ao ano no fim de 2026. Com a taxa já em 14%, a projeção equivale a mais um corte de 0,25 ponto até dezembro. Foi a primeira redução na projeção da Selic desde março.

Para o horizonte mais longo, as estimativas do mesmo boletim ficaram estáveis: 12% ao ano no fim de 2027 e 10,5% no fim de 2028. A ausência de revisão nesses dois pontos indica que o mercado tratou a mudança como ajuste de curto prazo, ligado ao comportamento recente dos preços, e não como virada de rota da política monetária.

A leitura por trás do movimento está na inflação. A projeção do IPCA para 2026 recuou de 5,12% para 5,03% no Focus de 3 de agosto, na quinta semana seguida de queda. Um mês antes, a estimativa estava em 5,30%. O boletim é semanal e sai às segundas-feiras: a primeira edição posterior à decisão do Copom é a de 10 de agosto.

  • Selic projetada para o fim de 2026: 13,75% ao ano
  • Projeção para 2027: 12% ao ano
  • Projeção para 2028: 10,5% ao ano
  • IPCA projetado para 2026: 5,03%, ante 5,12% na semana anterior
  • PIB projetado para 2026: 1,99%, sem mudança na comparação semanal

Como a Selic a 14% chega ao bolso do brasiliense

A Selic é a taxa básica da economia e serve de referência para o custo do crédito. Quando ela cai, o efeito aparece com defasagem em financiamento imobiliário, crédito consignado, cheque especial, rotativo do cartão e capital de giro para empresas. Um corte de 0,25 ponto, isolado, muda pouco a parcela de quem já tem contrato fechado, mas altera a sinalização para quem vai contratar.

Do outro lado, a renda fixa perde parte do rendimento. Aplicações atreladas ao CDI, que acompanha a Selic de perto, passam a render menos em termos nominais. Tesouro Selic, CDBs pós-fixados e boa parte dos fundos DI seguem esse caminho.

A poupança não muda com esse corte. A regra em vigor determina rendimento de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial enquanto a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, patamar bem distante dos 14% atuais.

Calendário do Copom até o fim de 2026

O comitê se reúne a cada 45 dias, sempre em terças e quartas, e o Banco Central anuncia a nova taxa na quarta à noite. Restam três encontros no ano:

  • 15 e 16 de setembro
  • 3 e 4 de novembro
  • 8 e 9 de dezembro

O Copom decide olhando para a inflação projetada no horizonte relevante, e não para a inflação já ocorrida. Por isso a sequência de cinco quedas seguidas na expectativa de IPCA para 2026 pesa mais no debate que a variação de um mês isolado do índice. Mesmo a 14%, a taxa brasileira segue entre as mais altas do mundo em termos reais, ou seja, descontada a inflação.

Leia também: o que o mercado esperava do Copom antes da decisão de agosto.

Perguntas frequentes

Qual é a taxa Selic hoje?

A Selic está em 14% ao ano, patamar fixado pelo Copom em 5 de agosto de 2026. A taxa vale até a próxima decisão, marcada para 16 de setembro.

De quanto foi o corte da Selic em agosto de 2026?

O Copom reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano. A decisão foi unânime e é a quarta redução seguida do ciclo.

Quando é a próxima reunião do Copom?

Nos dias 15 e 16 de setembro de 2026. Depois dela restam mais duas no ano: 3 e 4 de novembro e 8 e 9 de dezembro.

Quando sai a ata da reunião do Copom de agosto?

Na terça-feira, 11 de agosto de 2026. A ata traz o detalhamento dos argumentos discutidos pelos diretores do Banco Central e os cenários simulados.

Quanto o mercado espera que a Selic caia até o fim de 2026?

O Boletim Focus de 3 de agosto projeta a Selic em 13,75% ao ano em dezembro, o que corresponde a mais um corte de 0,25 ponto a partir do patamar atual.

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