ter, 22 set
DF e Entorno

Corrida Brutas reúne mais de 15 mil no Eixão contra o feminicídio

A corrida Brutas levou mais de 15 mil inscritos ao Eixão do Lazer, na 104 Norte, neste domingo (20), sem cronometragem nem premiação.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Pista do Eixão do Lazer fechada para carros, com pedestres caminhando pela faixa central em Brasília
Neste texto4 tópicos
  1. Quem criou a prova
  2. O que disse a governadora
  3. Onde denunciar no DF
  4. O que vem depois

A corrida Brutas, Correndo ou Pedalando Contra o Feminicídio, reuniu participantes no Eixão do Lazer, na altura da 104 Norte, na manhã deste domingo (20), em Brasília. Segundo a organização, a etapa teve mais de 15 mil inscritos, informação publicada pelo Correio Braziliense.

A programação teve caminhada de 1 quilômetro, corridas de 3 e de 6 quilômetros e passeio ciclístico no mesmo trecho da via, fechada para carros aos domingos. A prova não tem cronometragem, classificação nem premiação: o formato foi desenhado para reunir gente, não para apurar resultado.

Quem criou a prova

A Brutas foi criada pela ativista e empresária Jessica Cytrus, de 36 anos, sobrevivente de uma tentativa de feminicídio. Ela explicou ao Correio Braziliense por que escolheu o formato esportivo para tratar do tema.

“Resolvi fazer uma corrida para dar visibilidade a esse tema. Não é porque é uma corrida rosa, não é porque é uma corrida bonitinha. É porque é um tema muito importante”, disse Jessica Cytrus.

O Eixão do Lazer é o trecho do Eixo Rodoviário fechado ao tráfego de veículos aos domingos e feriados, o que permite o uso da pista por pedestres e ciclistas. É o mesmo espaço usado por outras provas de rua do calendário do Distrito Federal.

O que disse a governadora

A governadora Celina Leão (PP) participou do evento. Em outra reportagem do Correio Braziliense sobre a mesma corrida, publicada às 14h38 deste domingo, ela concentrou a fala na denúncia como primeiro passo para romper o ciclo de violência.

“A denúncia é a primeira chave para que as mulheres possam de verdade sair da violência”, afirmou a governadora, que também disse que “o amor não fere, o amor não mata, o amor não sufoca, o amor é livre”.

Na mesma reportagem, Celina Leão citou 19 mil registros de violência contra a mulher no Distrito Federal no ano passado e mencionou dois feminicídios recentes em que as vítimas não tinham registrado ocorrência policial antes do crime.

Onde denunciar no DF

Mulheres em situação de violência e quem testemunha um caso têm canais próprios de atendimento, alguns deles funcionando 24 horas:

  • Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher, gratuita, 24 horas, de qualquer telefone do país. Recebe denúncia anônima.
  • 190: Polícia Militar, para situação de risco imediato.
  • Deams: as Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher do DF registram ocorrência e pedem medida protetiva de urgência.
  • 197: Polícia Civil do Distrito Federal, para informação e denúncia.

A medida protetiva de urgência é decidida pela Justiça e pode determinar o afastamento do agressor do lar, a proibição de contato e a distância mínima da vítima. O pedido pode ser feito na delegacia, sem advogado.

O que vem depois

A organização não anunciou data de uma próxima etapa da Brutas durante o evento deste domingo. O Correio Braziliense não registrou calendário para as edições seguintes.

O Distrito Federal tem outras frentes de atendimento a mulheres que sobreviveram a tentativas de feminicídio, entre elas o projeto Amparar, do MPDFT, que acompanha vítimas depois do crime.

Fontes: Correio Braziliense (20/9/2026, reportagens de Giovanna Kunz).

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