Projeto Amparar, do MPDFT, vence prêmio do CNJ; veja como pedir atendimento
O Amparar, núcleo do MPDFT que acolhe vítimas de violência e familiares de mortos, ficou em 1º lugar no Prêmio CNJ. A nota traz endereço, horário e telefones.

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O projeto Amparar, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), ficou em primeiro lugar na categoria Atores e Atrizes do Sistema de Justiça do Prêmio CNJ Juíza Viviane Vieira do Amaral 2026. A entrega foi na sexta-feira, 23 de outubro, na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília. O serviço atende vítimas de violência e familiares de mortos em crimes, e qualquer pessoa pode pedir atendimento.
A informação consta em nota do MPDFT, divulgada nesta segunda-feira, 26.
O que o Amparar faz
A iniciativa é conduzida pelo Núcleo de Atenção às Vítimas (Nuav) do MPDFT. A proposta, segundo o órgão, é colocar a vítima no centro do atendimento, com escuta humanizada e articulação entre serviços diferentes. O núcleo combina informação jurídica sobre o andamento do caso com apoio psicossocial, inclusive para o enfrentamento do luto.
Desde agosto de 2025, o projeto cadastrou cerca de 970 vítimas e fez cerca de 1.980 atendimentos e acolhimentos, de acordo com o MPDFT. A nota traz as duas grafias nos números, e por isso eles aparecem arredondados aqui.
O MPDFT enviou ao CNJ um vídeo com o trabalho, os resultados e o efeito do projeto sobre a proteção e a garantia de direitos. O prêmio é promovido pelo CNJ e valoriza iniciativas de enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher.
A promotora Thaís Tarquínio, do Nuav, disse que o reconhecimento de um órgão nacional "renova o ânimo para continuar" e dedicou a conquista a toda a equipe. A promotora Jaqueline Gontijo falou em trabalho feito "com dedicação, sensibilidade e respeito às pessoas que passaram por situações de violência".
O vice-procurador-geral de justiça jurídico-administrativo, Nísio Tostes, representou o MPDFT na cerimônia, junto com as promotoras de justiça Jaqueline Gontijo, Thaís Tarquínio, Ramona Anchieta e Brenda Aíssa, integrantes do Nuav. Tostes afirmou que "as consequências da violência não se encerram com a abertura de um processo".
Quem pode pedir atendimento
O Amparar acolhe:
- vítimas de tentativa de feminicídio;
- parentes de mulheres mortas em feminicídio;
- quem perdeu alguém em homicídio ou latrocínio;
- familiares de vítimas de crimes de trânsito com morte;
- familiares de vítimas de lesão corporal seguida de morte.
O acesso pode vir por encaminhamento de promotorias de justiça, delegacias e órgãos da rede de proteção, ou por procura direta da vítima e dos familiares. O atendimento pode ser presencial ou virtual, conforme a preferência de cada pessoa. Para solicitar, basta preencher o formulário indicado na página do projeto no site do MPDFT.
Onde fica e como falar com o núcleo
Os dados de serviço, conforme a nota do MPDFT:
- Endereço: Promotoria de Justiça de Brasília II, SMAS, Trecho 4, Lotes 6/8, Brasília, ao lado do Fórum Desembargador José Júlio Leal Fagundes;
- Horário: segunda a sexta-feira, das 12h às 19h;
- Telefones: (61) 3343-9601, (61) 3343-9220 e (61) 99303-6173;
- Central do MPDFT: (61) 3343-9500, em dias úteis, das 9h às 19h.
Em situação de violência em andamento, o caminho continua sendo o 190 (Polícia Militar) ou o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher). O Amparar atua depois do crime, no acompanhamento da vítima e da família.
O projeto antes do prêmio
O SouBrasília já havia mostrado que o DF registrou 44 tentativas de feminicídio confirmadas no primeiro semestre de 2026 e que o Amparar acompanhou 62 mulheres sobreviventes entre setembro de 2025 e maio de 2026. A reportagem está em Projeto do MPDFT já atendeu 62 mulheres que sobreviveram a feminicídio.
O órgão que abriga o núcleo também mudou de comando na semana passada: veja quem assume a chefia em Claudia Tomelin é nomeada procuradora-geral de Justiça do DF. Quem precisa do serviço deve ligar antes de ir, já que o atendimento presencial segue o horário da promotoria.






