ter, 20 out

PCDF prende suspeito de extorquir e ameaçar 28 mulheres no DF

Homem preso no Paranoá estava em liberdade provisória por 27 casos parecidos. Veja o que a PCDF apurou e como denunciar extorsão por mensagem.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Mulher sentada digita no celular, com o rosto fora do enquadramento
Foto: cottonbro studio/Pexels
Neste texto3 tópicos
  1. O que a polícia apurou sobre o caso
  2. Que crimes estão em jogo
  3. Recebi ameaça ou pedido de Pix por mensagem: o que fazer?

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu na segunda-feira (19) um homem suspeito de extorquir e ameaçar de morte mulheres que conheceu em aplicativo de relacionamento. Ele responde a 28 ocorrências, 27 delas anteriores ao mandado de prisão preventiva cumprido em casa, no Paranoá.

O que a polícia apurou sobre o caso

A investigação, conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia, começou com o registro de uma vítima em 25 de julho de 2026. Segundo a PCDF, a mulher conheceu o suspeito em um aplicativo de relacionamento e passou a conversar com ele pelo WhatsApp. Quando interrompeu o contato, começou a receber mensagens de vários números de telefone ligados ao investigado, com ameaças de morte e ofensas racistas.

A polícia relata que o homem monitorava a rotina da vítima pela internet. No dia do registro, segundo a investigação, ele viu uma publicação dela e mandou uma mensagem dizendo que chegaria ao local em dez minutos. Também teria exigido R$ 500 por Pix para parar de importunar a mulher e, sem o pagamento, ameaçou a mãe dela.

O suspeito já estava em liberdade provisória por outros 27 casos de crimes virtuais com o mesmo modo de agir. O mandado de prisão preventiva saiu da 2ª Vara Criminal de Brasília. Com a prisão e a análise dos números de telefone usados nas mensagens, a PCDF diz ter consolidado as provas. O homem fica à disposição da Justiça do DF. A polícia não divulgou o nome do homem nem informou quem o defende. Ele é suspeito até eventual condenação.

As informações constam de nota da PCDF, reproduzida pelo g1 DF e pelo Jornal de Brasília. As reportagens divergem em um ponto: o g1 cita a 2ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), e o JBr aponta a Asa Norte. Por isso este texto indica só o número da delegacia.

Que crimes estão em jogo

O Código Penal prevê pena de reclusão de 4 a 10 anos para extorsão (artigo 158). Ameaça é crime previsto no artigo 147. A injúria racial é tratada como racismo e tem pena de reclusão de 2 a 5 anos, segundo a Lei 7.716/1989. A pena final, em caso de condenação, depende do juiz e de cada processo.

Recebi ameaça ou pedido de Pix por mensagem: o que fazer?

O padrão descrito na investigação é conhecido: contato por aplicativo, troca para o WhatsApp, rastreio de perfis nas redes e cobrança em dinheiro com ameaça a parentes. Quem passa por situação parecida pode seguir estes passos:

  • Guarde prints das mensagens, com data, hora e número do remetente. Não apague a conversa nem o perfil do aplicativo.
  • Não pague. O pagamento não encerra a cobrança e costuma ser seguido de novo pedido.
  • Registre a ocorrência na Delegacia Eletrônica da PCDF ou em qualquer delegacia. Caso de violência contra a mulher pode ir à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam).
  • Em risco imediato, ligue 190. Para denúncia sigilosa, o telefone da PCDF é 197. A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona todos os dias, a qualquer hora.
  • Bloqueie os números, mas só depois de salvar as provas, e avise familiares citados nas ameaças.

Veja também outro golpe de extorsão por aplicativo de mensagens investigado no DF e o guia sobre onde buscar ajuda em casos de violência contra a mulher no DF.

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