O Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, bateu novo recorde de uso em 2026. Entre janeiro e maio, foram 36,3 bilhões de transações, com uma média que chegou perto de 3 mil operações por segundo. No mesmo período, o meio de pagamento movimentou R$ 16 trilhões, crescimento de mais de 26% na comparação com o ano anterior.
Criado em novembro de 2020, o Pix se consolidou como a forma de pagamento mais usada no país, à frente de dinheiro em espécie, cartões e transferências tradicionais. A gratuidade para pessoas físicas e a liquidação imediata explicam boa parte da adesão, que segue subindo ano após ano.
Onde o Pix mais roda
Os dados do Banco Central mostram um mapa de uso concentrado, mas em expansão por todas as regiões. Entre os destaques do perfil de usuários:
- Sudeste concentra 42,79% dos usuários
- Nordeste responde por 26,30%
- A faixa de 30 a 39 anos reúne a maior parte dos usuários
- Média próxima de 3 mil transações por segundo no período
O crescimento acontece enquanto o Banco Central amplia as funcionalidades do sistema. A modalidade por aproximação, que usa a mesma tecnologia dos cartões de proximidade, já convive com o pagamento por QR Code nos caixas, aproximando a experiência do Pix da de um cartão sem contato.
“O Pix virou infraestrutura básica da economia brasileira. Do camelô ao supermercado, virou padrão, e os recordes deixaram de ser exceção para virar rotina”, observam especialistas em meios de pagamento.
A escala também traz desafios. O volume recorde exige atenção redobrada com golpes e fraudes, tema que levou o Banco Central e os bancos a reforçarem travas de segurança, limites por horário e mecanismos de bloqueio de valores em caso de suspeita.
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