O Brasil deve receber cerca de 10 milhões de turistas estrangeiros ao longo de 2026, marca inédita na série histórica, segundo projeção da Embratur, o órgão federal de promoção do turismo internacional. A expectativa é fechar o ano na faixa entre 9,8 milhões e 10 milhões de visitantes, um degrau acima do recorde de 2025.
No ano passado, o país registrou 9.287.196 chegadas de turistas internacionais, alta de 37,1% sobre 2024 e o maior volume já medido. A receita gerada por esses visitantes somou US$ 10,45 bilhões, também recorde. O começo de 2026 manteve o ritmo forte.
Argentina lidera, e Sudeste concentra as chegadas
No primeiro trimestre de 2026, o Brasil recebeu 2,33 milhões de turistas por via aérea, alta de 19,4% na comparação com o mesmo período de 2025. Considerando todos os modais, incluindo o terrestre e o marítimo, foram 3,74 milhões de chegadas. Os principais mercados emissores no trimestre foram:
- Argentina, com 1.648.213 chegadas
- Chile, com 324.193
- Estados Unidos, com 231.767
- Uruguai, com 230.498
- Paraguai, com 222.474
- Portugal, com 114.572
São Paulo e Rio de Janeiro seguem como as maiores portas de entrada, com 855.191 e 843.615 desembarques, respectivamente. Os dados são levantados a partir de registros da Polícia Federal e do Ministério do Turismo.
“A estratégia deixou de perseguir só volume e passou a mirar o turista de maior gasto, que fica mais dias e circula além dos destinos tradicionais”, explicou a Embratur ao detalhar o foco para o ano.
A ampliação de rotas aéreas e a diversificação de mercados emissores aparecem como motores do crescimento. O órgão trabalha ainda com nichos de maior valor agregado, como turismo de natureza e de negócios, para elevar o gasto médio de quem visita o país.
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