A rede de atendimento a pacientes renais crônicos do Distrito Federal cresceu quase 74% nos últimos sete anos, resultado de investimentos da Secretaria de Saúde em equipamentos e reformas. O número de máquinas de hemodiálise da rede pública passou de 72 para 125 desde 2019. Os sistemas de osmose reversa, que garantem a qualidade da água usada no procedimento, saltaram de 15 para 47, uma expansão superior a 213%.
Com mais equipamentos, a capacidade de atendimento aumentou de forma expressiva. As sessões de hemodiálise ofertadas passaram de 774 para 2.200, o que permite que mais pacientes mantenham o tratamento sem longas esperas e voltem à rotina com qualidade de vida. Entre 2020 e 2026, o investimento na compra de equipamentos de nefrologia somou cerca de R$ 9,6 milhões.
Uma doença que exige tratamento contínuo
A doença renal crônica atinge cerca de 30 mil pessoas no DF, e por volta de 3.600 precisam de tratamento dialítico. A hemodiálise substitui parte da função dos rins e costuma ser feita três vezes por semana, o que torna a proximidade e a disponibilidade do serviço decisivas para o paciente.
Os avanços da rede de nefrologia do DF incluem:
- Máquinas de hemodiálise de 72 para 125 desde 2019
- Sistemas de osmose reversa de 15 para 47
- Capacidade de sessões de 774 para 2.200
- Cerca de R$ 9,6 milhões investidos em equipamentos desde 2020
As reformas estruturais nos hospitais regionais de Taguatinga e do Gama modernizaram os serviços de nefrologia e receberam novas máquinas. A ampliação reduz a necessidade de encaminhar pacientes para unidades distantes e ajuda a organizar a fila de quem precisa iniciar o tratamento.
“Para quem faz hemodiálise, ter a máquina perto de casa é questão de sobrevivência. Ampliar a rede significa mais gente tratada com dignidade e menos tempo perdido em deslocamento”, afirma a orientação da Secretaria de Saúde sobre o serviço.
Investimento que se traduz em vida
O tratamento renal é um dos mais sensíveis do sistema público, porque não admite interrupção. Cada máquina a mais representa vagas fixas para pacientes que dependem do procedimento para viver. Por isso, a Secretaria de Saúde trata a expansão da nefrologia como prioridade dentro do plano de fortalecimento da rede.
A pasta afirma que segue investindo na compra de equipamentos e na reforma de unidades para acompanhar o crescimento da demanda por diálise no DF. O objetivo é garantir que o paciente renal crônico tenha acesso ao tratamento na região onde mora, com estrutura adequada e sem depender de vagas em serviços contratados fora da rede pública.
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