O governo federal apresentou o Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, com R$ 97,3 bilhões destinados a crédito rural, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural. O anúncio foi feito no fim de junho e mira o segmento responsável por boa parte dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros.
A agricultura familiar reúne pequenos produtores e assentados que cultivam em áreas menores e empregam mão de obra da própria família. Apesar do porte, o setor tem peso na produção de itens como feijão, mandioca, leite, hortaliças e parte do arroz consumido no país.
O que muda para o produtor
O plano combina mais recursos com condições facilitadas de financiamento. Entre os pontos apresentados estão a redução de juros em linhas específicas e a ampliação do crédito voltado a mulheres e jovens do campo, público que costuma ter mais dificuldade de acesso a financiamento.
- Volume total: R$ 97,3 bilhões
- Foco: crédito rural, seguro agrícola e compras públicas
- Linhas ampliadas para mulheres e jovens
- Assistência técnica e extensão rural
“O objetivo é dar segurança para quem produz alimento e fortalecer a renda no campo”, afirmou o governo ao detalhar o pacote.
As compras públicas têm papel central no desenho. Programas que adquirem alimentos da agricultura familiar para escolas e entidades assistenciais garantem mercado ao pequeno produtor e ajudam a reduzir a volatilidade de preços. O seguro agrícola, por sua vez, protege o agricultor contra perdas em eventos climáticos, risco que cresceu nos últimos anos.
O anúncio acontece em ano eleitoral e no mesmo período em que o governo acelera entregas antes das restrições da legislação eleitoral à publicidade institucional. A execução do plano ao longo da safra dirá se os recursos chegam de fato ao produtor no ritmo prometido.
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