O Brasil caminha para colher a maior safra de grãos de sua história. No nono levantamento do ciclo 2025/26, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção foi estimada em 358,6 milhões de toneladas, alta de 1,8% frente à temporada anterior. O número reforça o peso do agronegócio na entrada de dólares e no fôlego das exportações.
A soja é o destaque. A estimativa aponta 180,1 milhões de toneladas, o maior volume já registrado na série da companhia, com incremento de 8,8 milhões de toneladas ante o ciclo passado. O grão é o principal produto da pauta de exportação brasileira e tem a China como maior comprador.
Área plantada e clima favorável
O avanço combina mais terra cultivada com bom regime de chuvas. A área destinada aos grãos foi estimada em 83,5 milhões de hectares. A soma dos três plantios de milho no ano deve chegar a 140,2 milhões de toneladas, a segunda maior colheita da série histórica.
- Grãos (total): 358,6 milhões de toneladas (+1,8%)
- Soja: 180,1 milhões de toneladas (recorde)
- Milho (três safras): 140,2 milhões de toneladas
- Área plantada: 83,5 milhões de hectares
“O resultado se apoia no aumento da área e em condições climáticas favoráveis ao longo do desenvolvimento das lavouras”, destacou a Conab no boletim de junho.
A safra cheia tem efeito prático além da porteira. Oferta maior de grãos ajuda a segurar preços de alimentos como carne, ovos e derivados, já que milho e soja são a base da ração animal. No comércio exterior, o volume alimenta o superávit da balança e sustenta a entrada de divisas em um ano de câmbio pressionado.
O acompanhamento continua nos próximos meses, com a colheita do milho de segunda safra e o início do plantio do novo ciclo. Ajustes para cima ou para baixo dependem do clima até o fim da temporada.
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