qui, 5 nov

PCDF resgata motorista de app torturado por 3 dias em cativeiro no Novo Gama

Motorista de 38 anos, de Ceilândia, ficou três dias preso e foi espancado por dívida de drogas de um amigo. Três adultos são alvo de pedido de prisão.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Painel com o brasão da Polícia Civil do Distrito Federal ao lado de drogas apreendidas, em foto de arquivo de 2015
Foto de arquivo: Agência Brasília/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
Neste texto3 tópicos
  1. Como o sequestro começou
  2. Quem participou do crime
  3. O que a PCDF faz agora

A Polícia Civil do Distrito Federal resgatou na madrugada de quarta-feira (4/11) um motorista de aplicativo de 38 anos, morador de Ceilândia, que passou cerca de três dias sequestrado e torturado numa casa em Novo Gama (GO), no Entorno do DF.

A Divisão de Repressão a Sequestros (DRS), ligada à Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), invadiu o imóvel depois que a família procurou a polícia. Segundo o delegado Leandro Ritt, da Corpatri, a causa foi uma dívida de drogas contraída por outra pessoa.

Como o sequestro começou

A vítima passou alguns dias na casa de um amigo, dependente de crack, em Novo Gama. No sábado (31/10), o amigo comprou droga de um casal de traficantes e disse que o motorista pagaria a conta. O Correio Braziliense informa que a dívida era de R$ 1.400.

O prazo acabou na noite de domingo (1º/11). Sem pagamento, o casal agrediu o motorista e, com o amigo, decidiu mantê-lo preso. Ele ficou amarrado numa casa fechada, foi obrigado a gravar vídeos pedindo dinheiro e a ligar para parentes. Para o delegado, o valor cobrado era muito superior à dívida original.

Quando os policiais entraram, na madrugada de quarta, o motorista estava amarrado e deitado no chão. De acordo com o Jornal de Brasília, as mãos estavam muito inchadas por falta de circulação e ele sentia dores no peito por pancadas com barras de ferro. Foi levado a um hospital e, segundo o Correio, voltou em segurança para a família. Ele disse à polícia que acreditava que seria morto nas 24 horas seguintes.

Quem participou do crime

A PCDF identificou três adultos: o casal de traficantes e o amigo que hospedava a vítima. Segundo o delegado, esse amigo ia ao cativeiro todos os dias.

Adolescentes também participaram. Uma menina de 13 anos, filha do casal, e outro adolescente vigiavam o imóvel de uma casa de dois andares em frente, em ponto mais alto. Os relatos divergem sobre a idade do segundo vigia: o Jornal de Brasília fala em 17 anos, o Metrópoles em 16. Um terceiro adolescente, de 15 anos, também filho do casal, filmava a tortura. Os vídeos eram enviados à família.

Os adolescentes foram apreendidos em flagrante e autuados por extorsão mediante sequestro e tráfico de drogas, segundo o Jornal de Brasília. Nenhum deles é identificado aqui, por determinação do Estatuto da Criança e do Adolescente.

O que a PCDF faz agora

A polícia vai pedir à Justiça a prisão preventiva dos três adultos, por extorsão mediante sequestro e tortura. Até a publicação desta matéria, nenhuma das fontes consultadas informou prisão dos adultos. A investigação segue na DRS.

Quem souber do paradeiro dos suspeitos pode ligar para o 197, telefone de denúncias da PCDF, sem se identificar. Outras ocorrências da corporação nesta semana: a prisão de suspeito de matar um homem com barra de ferro em Vicente Pires e a operação contra o golpe do falso funcionário de banco em Taguatinga. A PCDF publica as notas oficiais em pcdf.df.gov.br.

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