qua, 4 nov

Homem é preso suspeito de matar adversário com barra de ferro após aposta de R$ 10 na sinuca

Suspeito de 35 anos se apresentou à 38ª DP e foi autuado por homicídio qualificado; crime em Vicente Pires foi filmado.

Por Redação Sou Brasília 2 min de leitura
Fila de viaturas da Polícia Civil do Distrito Federal estacionadas, em foto de arquivo
Foto: André Gustavo Stumpf/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A Polícia Civil do DF (PCDF) prendeu na terça-feira (3/11) Edmilson Fontes da Silva, de 35 anos, suspeito de matar Adão Carlos Fernandes de Guimarães, de 49, numa briga por uma aposta de R$ 10 em partida de sinuca, em Vicente Pires. As informações são do Jornal de Brasília, com base no relato da delegacia.

O suspeito se apresentou à 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), onde recebeu voz de prisão. O delegado Diogo Carneiro informou que ele foi autuado por homicídio qualificado, com as agravantes de motivo fútil e de recurso que dificultou a defesa da vítima. A audiência de custódia está marcada para esta quarta-feira (4/11).

O que as câmeras registraram

O crime aconteceu no domingo (1º/11) e foi filmado por câmeras de segurança. As imagens mostram uma discussão e a tentativa de algumas pessoas de separar os dois. Em seguida, o suspeito vai até um carro, pega uma barra de ferro e volta. Persegue Adão e o acerta várias vezes, inclusive depois de ele cair no chão.

O Corpo de Bombeiros Militar do DF socorreu a vítima e a levou ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT), com traumatismo craniano e em estado grave. Adão morreu na manhã de terça-feira; o suspeito se apresentou à delegacia à tarde. A sobrinha, Míryan Hellen, disse ao jornal que o tio não tinha filhos e completaria oito anos de casamento em fevereiro. Ela o descreveu como brincalhão, próximo da família e apaixonado por vaquejada.

O que muda com a qualificadora

Homicídio qualificado é o enquadramento do artigo 121, parágrafo 2º, do Código Penal, com pena de 12 a 30 anos de reclusão. Motivo fútil e recurso que dificulta a defesa estão entre as hipóteses que o texto lista. A classificação feita na delegacia é a inicial: cabe ao Ministério Público decidir se denuncia e por qual crime, e o caso só vai a júri se a Justiça aceitar a denúncia.

Na audiência de custódia, um juiz confere se a prisão foi legal e decide se o suspeito continua preso, responde em liberdade ou cumpre medidas cautelares. O resultado ainda não foi divulgado. O Jornal de Brasília não cita advogado do suspeito, que ainda pode se manifestar.

Mais sobre a região: as obras de drenagem e pavimentação em Vicente Pires e a agressão a uma mulher durante roubo de carro, registrada na 8ª DP. Quem tiver imagens ou informações sobre o crime de domingo pode procurar a 38ª DP ou ligar para o 197, o canal de denúncias da PCDF.

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