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Segurança

PCDF prende suspeito de duplo homicídio na QNM 22, em Ceilândia; vítimas tinham 24 e 34 anos

PCDF prendeu em flagrante, no domingo (11), homem de 22 anos suspeito de matar uma mulher de 24 e um homem de 34 na QNM 22, em Ceilândia.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Fila de viaturas da Polícia Civil do Distrito Federal estacionadas, foto de arquivo
Foto: André Gustavo Stumpf/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
Neste texto5 tópicos
  1. O que a polícia diz que aconteceu
  2. Prisões anteriores e ameaça com arma
  3. A versão do suspeito
  4. Quanto pode pegar
  5. Onde pedir ajuda em caso de violência doméstica

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu em flagrante, no domingo (11), um homem de 22 anos suspeito de matar duas pessoas numa casa da QNM 22, em Ceilândia. As vítimas são uma mulher de 24 anos e um homem de 34, encontrados mortos na manhã do mesmo dia. A prisão ocorreu por duplo homicídio qualificado, segundo a corporação, que batizou a investigação de Operação Kótos.

O que a polícia diz que aconteceu

De acordo com a 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia), o crime ocorreu por volta das 2h50. Para chegar ao suspeito, os investigadores ouviram mais de oito testemunhas e analisaram imagens de câmeras de segurança, conversas e outras informações coletadas no caso. As informações são do Jornal de Brasília, que divulgou a nota da PCDF nesta terça-feira (13).

A linha investigativa aponta para desavenças antigas entre o suspeito e o homem de 34 anos. Pelos relatos colhidos, a vítima teria intervindo para defender a companheira do investigado, que, segundo a polícia, já havia sido vítima de violência doméstica.

Prisões anteriores e ameaça com arma

O histórico do suspeito consta da investigação. Ele já tinha sido preso em flagrante duas vezes em 2026, em março e em setembro, por ocorrências envolvendo a companheira. A polícia também apura se ele descumpriu medida protetiva.

Testemunhas contaram aos investigadores que, em setembro, o suspeito ameaçou matar o homem de 34 anos e entrou na casa dele portando uma arma de fogo. Depois das ameaças, a vítima saiu do imóvel e foi morar com familiares. Voltou ao lote depois de saber que o investigado tinha sido preso e não morava mais no local. A PCDF descobriu que o suspeito continuava com as chaves do lote, o que permitiria o acesso à propriedade.

A versão do suspeito

Ao saber que era procurado, o homem foi à delegacia por volta das 16h de domingo. No interrogatório, negou participação nos homicídios e apresentou outra versão dos fatos. Para os investigadores, houve divergências entre o que ele disse, os depoimentos das testemunhas e os demais elementos reunidos. Com base nisso, a PCDF decidiu pela prisão em flagrante.

O suspeito responde por duplo homicídio qualificado por motivo torpe e pelo uso de recurso que teria dificultado a defesa das vítimas. As circunstâncias exatas e a motivação do crime ainda dependem da apuração. Até a publicação deste texto, a PCDF não divulgou o nome do preso nem o de sua defesa e a nota da corporação não traz a posição da defesa sobre a acusação. Ele é suspeito e, como todo acusado, só pode ser considerado culpado após condenação definitiva.

Quanto pode pegar

A legislação brasileira prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão para cada homicídio qualificado, em caso de condenação. Como são duas vítimas, a soma das penas pode ser maior.

O nome da operação, Kótos, vem do grego antigo e remete a um ressentimento persistente, referência à hipótese de que o crime esteja ligado às desavenças e às ameaças anteriores.

Onde pedir ajuda em caso de violência doméstica

  • 190: emergência, com a Polícia Militar.
  • 197: PCDF, para denúncias e informações.
  • 180: Central de Atendimento à Mulher, gratuita e com funcionamento 24 horas.
  • Medida protetiva: pode ser pedida em qualquer delegacia, inclusive na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam).

Fonte: Jornal de Brasília, com base em informações da PCDF divulgadas em 13 de outubro de 2026.

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