qua, 4 nov

Golpe do falso funcionário do Itaú: PCDF faz operação após perda de R$ 229 mil

PCDF cumpre cinco mandados contra grupo suspeito de golpe com falsos funcionários do Itaú; vítima de Taguatinga perdeu R$ 229 mil.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Mãos de uma pessoa segurando um celular e um cartão de crédito, em foto ilustrativa
Foto: Anete Lusina/Pexels (ilustrativa)
Neste texto3 tópicos
  1. Como o golpe funcionava, segundo a PCDF
  2. O que a operação ainda não informa
  3. Se alguém ligar dizendo ser do banco

A Polícia Civil do DF (PCDF) cumpre nesta quarta-feira (4/11) cinco mandados de busca contra um grupo suspeito de estelionato e lavagem de dinheiro. O caso nasceu do golpe que tirou R$ 229 mil de uma moradora de Taguatinga, relatado pelo Metrópoles com material da PCDF.

A investigação é da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) e foi aberta em maio de 2026, depois da denúncia da vítima. Os mandados estão sendo cumpridos em São Paulo, Bertioga, São Sebastião (SP) e Ilhéus (BA). A Justiça também autorizou o acesso aos dados de aparelhos eletrônicos apreendidos e o sequestro de valores em contas das empresas investigadas, até o limite de R$ 115 milhões.

Como o golpe funcionava, segundo a PCDF

Os criminosos mantiveram contato por telefone e aplicativos de mensagens, fingindo ser funcionários do Itaú. Para dar crédito à história, um deles se apresentou como delegado de polícia e afirmou que tanto a cliente quanto a instituição estavam sob investigação. A mulher foi orientada a manter sigilo e a seguir instruções por telefone e aplicativo de mensagens, sob pressão psicológica.

PagamentoValor
Cartão de créditoR$ 29 mil
Pix para uma empresaR$ 200 mil
Prejuízo totalR$ 229 mil

A fraude só apareceu quando a vítima procurou os canais oficiais do banco. O Metrópoles diz ter pedido posicionamento ao Itaú e que o espaço seguia aberto até a publicação. A PCDF também divulgou imagens das conversas: numa delas, o golpista afirma que a vítima está sendo investigada; em outra, ela avisa o falso funcionário de que o dinheiro saiu.

O que a operação ainda não informa

O relato da operação menciona mandados de busca e medidas sobre os bens, mas não fala em prisões. Ninguém foi acusado formalmente. A polícia diz que o objetivo é identificar todos os integrantes do grupo, reunir novas provas, interromper a atividade e recuperar ativos ligados aos crimes.

Se alguém ligar dizendo ser do banco

O que a vítima fez no fim, procurar o banco por conta própria, é o ponto que interrompe esse tipo de golpe. Desligue. Abra o aplicativo do banco ou ligue para o número impresso no cartão e pergunte se existe alguma investigação, bloqueio ou transferência pendente em seu nome, sem seguir nenhuma orientação de quem telefonou. Pagamento por cartão ou Pix só depois dessa checagem.

Quem já fez a transferência precisa avisar o banco na hora e registrar boletim de ocorrência. O passo a passo está no nosso guia sobre o golpe do falso funcionário de banco. Outra fraude com Pix investigada pela PCDF está em como a vaquinha falsa com deepfake funcionava. A vítima de golpe pode registrar a ocorrência em qualquer delegacia ou pelo site da PCDF.

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