qua, 28 out

Vaquinha falsa com deepfake: PCDF prende 5 e mostra como o golpe chegava ao DF

A PCDF prendeu cinco suspeitos de usar deepfake de famosos em vaquinhas falsas que somaram R$ 10 milhões. Veja o que fazer se doou e como checar o Pix.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Mãos segurando um cartão e um celular para pagamento online
Foto: Erick Gielow/Pexels
Neste texto3 tópicos
  1. Como era o golpe das doações falsas
  2. O que isso muda para quem mora no DF
  3. Se você doou e desconfia

Quem doa R$ 30 ou R$ 50 por Pix a uma vaquinha que viu nas redes pode estar pagando a um golpista. A Polícia Civil do DF prendeu nesta quarta-feira (28) cinco pessoas na Operação Cáritas, suspeitas de movimentar cerca de R$ 10 milhões com campanhas de doação falsas, e a investigação mostra como o golpe chegava ao morador do DF.

Como era o golpe das doações falsas

Segundo a PCDF, o grupo criava páginas que simulavam campanhas beneficentes e as divulgava nas redes sociais. Para convencer, usava imagens de crianças, idosos e pessoas com doenças graves e vídeos de deepfake, feitos com inteligência artificial, com o cantor Gusttavo Lima e os padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo. Os pagamentos iam para contas bancárias controladas pelo grupo, e não para quem aparecia nas imagens.

Os valores eram, na maioria, pequenos. Entre 13 de outubro e 26 de novembro de 2025, uma única empresa ligada ao grupo recebeu 215.575 transações, somando R$ 9,8 milhões, em geral de R$ 30 e R$ 50, segundo a polícia. A PCDF ressalva que não dá para ligar esse total a um número exato de vítimas.

O que isso muda para quem mora no DF

A PCDF cruzou dados e encontrou 66 registros de ocorrência no Distrito Federal envolvendo empresas que receberam dinheiro ligado a fraudes eletrônicas, como falsas compras, boletos fraudulentos e investimentos fictícios. O dado indica que há vítimas de fraudes ligadas a esse dinheiro no DF.

A operação prendeu dois suspeitos em Planaltina, um em Planaltina de Goiás, um em Uberlândia (MG) e um em Joinville (SC). A polícia seguia cumprindo as demais ordens judiciais. Foram apreendidos veículos de luxo e identificadas criptomoedas de cerca de US$ 400 mil, ou R$ 2,14 milhões. A polícia pediu bloqueio de bens para permitir a reparação das vítimas.

Se você doou e desconfia

Quem fez um Pix para uma campanha que depois se mostrou falsa pode registrar a ocorrência pela internet. O SouBrasília explicou como registrar o golpe na Delegacia Eletrônica do DF. Guarde o comprovante do Pix, o endereço da página e capturas de tela do vídeo ou da publicação, porque a polícia diz que está identificando outras vítimas e rastreando o caminho do dinheiro.

Antes de transferir, a tela do Pix mostra o nome do titular da conta que vai receber. Se a campanha fala em uma criança ou uma instituição e o destinatário é outra pessoa ou empresa sem relação aparente, o sinal é de alerta. Em outubro, o portal também mostrou outro golpe que usa nome conhecido para pedir dinheiro antecipado.

Os investigados podem responder por estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A PCDF não divulgou os nomes dos presos, e a defesa não foi localizada. A polícia descreve o cantor e os padres como imagens usadas nos vídeos falsos, não como participantes. Informações da PCDF, do Correio Braziliense e do Metrópoles.

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