Golpistas usam o nome da Febraban e a devolução das bets: como não cair
Criminosos usam a Febraban em falsa transação suspeita e em empréstimo com taxa antecipada. Na devolução das bets, ninguém cobra taxa para liberar o saldo.

Neste texto4 tópicos
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) alertou, em nota divulgada na sexta-feira (9/10), que criminosos estão usando o nome da entidade para aplicar golpes. No mesmo período, bancos começaram a devolver o saldo das bets, e a devolução vira pretexto para novas mensagens falsas. A regra vale para os dois casos: ninguém cobra taxa para liberar dinheiro, segundo o Correio Braziliense.
O que a Febraban diz
A entidade lembra que é uma associação civil sem fins lucrativos, que representa instituições financeiras e não tem relacionamento direto com clientes de bancos.
"A Febraban não contata pessoas físicas ou jurídicas por SMS, ligação telefônica, carta, e-mail, WhatsApp ou quaisquer redes sociais, para realização de procedimentos de segurança ou para a efetivação de operações financeiras. Trata-se de modalidade de golpe."
Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban
Os dois golpes descritos na nota
- Falsa transação suspeita: a logomarca da Febraban aparecia no perfil de WhatsApp de um criminoso, que mandava a mensagem "assunto urgente" sobre uma transação suspeita na conta corrente da vítima. O objetivo é obter dados pessoais para fazer operações em nome da pessoa.
- Falso empréstimo: grupos criam páginas e perfis falsos que se passam por instituições financeiras e oferecem crédito em condições vantajosas. Depois do cadastro, a liberação do dinheiro fica condicionada ao pagamento antecipado de taxas, impostos ou outros valores.
Mielle orienta desconfiar sempre que houver exigência de pagamento adiantado. Cobrança de imposto, taxa de cadastro ou adiantamento de parcela como condição para receber o crédito é sinal de golpe, e a Febraban não oferece empréstimos nem cobra para liberá-los. Ao receber contato suspeito, a recomendação é interromper a conversa na hora, não passar senhas, códigos ou dados pessoais e não fazer pagamento nem transferência.
A devolução das bets e o risco de fraude
Pelo cronograma divulgado pelo governo, os bancos começaram em 9 de outubro a devolver cerca de R$ 1,325 bilhão que ficou nas contas de apostadores depois do fim das plataformas abrangidas pela Medida Provisória 1.394/2026. A devolução vai até quarta-feira (14/10) e deve alcançar cerca de 26,5 milhões de apostadores, segundo a Agência Brasil. O prazo para sacar voluntariamente nas plataformas terminou às 23h59 de 5 de outubro.
Em balanço divulgado depois, o governo informou que mais de R$ 1 bilhão já havia sido devolvido e que restavam R$ 159 milhões, com oito empresas ainda sem enviar aos bancos os dados necessários. A Advocacia-Geral da União (AGU) vai à Justiça para obrigá-las. Se a devolução esbarrar em impedimento operacional, o saldo vai para a Caixa Econômica Federal a partir de 14 de outubro, e o banco público fica responsável pelos pagamentos pendentes.
O Ministério da Fazenda orienta que o apostador acompanhe a conta bancária usada nos depósitos, desconfie de mensagens que cobrem taxa para liberar o dinheiro e confirme qualquer informação diretamente com a instituição financeira. A restituição segue o cronograma oficial, e não é preciso pagar nada adiantado para receber o saldo.
Se você caiu ou quase caiu
Quem informou senha ou fez pagamento deve avisar o banco imediatamente, bloquear cartões e acessos e registrar boletim de ocorrência. No DF, o registro pode ser feito pela internet, como mostra o guia da Delegacia Eletrônica para golpes e fraudes. Para entender o que muda com o fim das bets e para onde vai o saldo de quem tinha dinheiro parado, leia bets proibidas: o saldo volta pelo banco até 14 de outubro. Sobre outros golpes com pretexto oficial, veja o alerta do TJDFT sobre falso contato judicial.






