PCDF prende 'Diamantão', do Comboio do Cão, ligado a sete crimes violentos em São Sebastião
Vitor Rodrigues de Souza foi preso em Ceilândia. A PCDF investiga torturas e mortes no Capão Comprido desde 24 de setembro.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu na segunda-feira, 26, em Ceilândia, Vitor Rodrigues de Souza, o "Diamantão", suspeito de integrar a facção Comboio do Cão (CDC) e de impor punições violentas, entre elas torturas e sentenças de morte. A investigação da 30ª Delegacia de Polícia, que atende São Sebastião, liga o grupo a sete crimes violentos no Capão Comprido desde 24 de setembro, segundo o Jornal de Brasília.
Segundo a corporação, o suspeito tentou fugir pelos telhados das casas vizinhas ao ver os policiais chegarem e foi alcançado. A Divisão de Operações Aéreas (DOA) apoiou a ação. Outros dois investigados, Jamielson Costa, o "Parazinho", e Osnairdson da Silva Pinheiro, o "Maxixe", seguem foragidos. A prisão também foi noticiada pelo Metrópoles. Todos são suspeitos e a Justiça ainda não os condenou.
Quais são os sete crimes sob investigação
Os investigadores reúnem em um mesmo inquérito casos ocorridos na região do Capão Comprido, em São Sebastião. A sequência, como a PCDF descreveu:
- 24 de setembro: uma mulher de 30 anos foi morta a tiros. A suspeita é de que o motivo tenha sido o sumiço de cerca de um quilo de maconha que pertenceria à facção. "Parazinho" é apontado como autor dos disparos.
- 26 de setembro: um jovem de 20 anos, acusado de furtar drogas, levou pauladas nas mãos. Segundo a investigação, a cena foi gravada e divulgada para intimidar quem desobedecesse às regras do grupo. Depois, ele foi assassinado.
- 27 de setembro: um homem morreu com 12 tiros. A principal hipótese é uma discussão sobre a quantidade de cocaína vendida e uma reclamação envolvendo a companheira de um apontado como líder.
- 4 de outubro: homicídio dentro de um barraco. Os atiradores queriam matar um integrante do grupo, mas atingiram outra pessoa.
- 11 de outubro: um homem foi assassinado em possível vingança por uma desavença antiga.
- 12 de outubro: o irmão de um apontado como o segundo na hierarquia da facção levou quatro tiros e sobreviveu.
- 14 de outubro: um adolescente foi morto a tiros durante o dia.
As circunstâncias dos três últimos casos seguem em apuração.
O pacote de Ceilândia
Durante as diligências, os agentes foram a uma casa em Ceilândia atrás de um possível foragido que, pelas informações da investigação, estaria escondido com uma mulher. Não encontraram nenhum dos dois, mas uma moradora contou que a filha recebia encomendas de outros estados e que um pacote vindo do Rio de Janeiro havia chegado naquele dia.
A embalagem dizia conter um gabinete de computador, porém os policiais sentiram forte cheiro de droga. Com autorização da moradora, registrada em vídeo, o pacote foi aberto. Dentro do equipamento havia uma substância embalada a vácuo, identificada de forma preliminar como concentrado de maconha, o "wax" ou "BHO", de alto teor de THC. O material e a embalagem seguiram para o Instituto de Criminalística da PCDF.
Informações sobre os dois foragidos podem ser repassadas à PCDF pelo telefone 197. Para entender como o crime organizado vem sendo tratado na lei, veja o texto sobre o marco legal publicado no Diário Oficial, e outro caso de facção no DF em áudio de ameaça que virou operação policial.






