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Saúde

GDF fecha convênio de R$ 7 milhões com a Apae para atender fila de pessoas com deficiência

Convênio de R$ 7 milhões entre Secretaria de Saúde e Apae prevê mais de 13 mil atendimentos e duas unidades; fila no DF chega a 17 mil pessoas.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Mãos de uma criança organizam blocos de madeira coloridos sobre piso de madeira
Foto: Pexels (imagem ilustrativa)
Neste texto4 tópicos
  1. O que o convênio prevê
  2. Uma terceira unidade em estudo
  3. Como isso se liga ao atendimento de autismo
  4. O que as famílias precisam saber

O Governo do Distrito Federal fechou um convênio de R$ 7 milhões com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) para atender pessoas com deficiência que esperam na fila da rede pública de saúde. A governadora Celina Leão (PP) apresentou o acordo nesta quinta-feira (15), na unidade da Apae da 711/911 Norte. Segundo o Jornal de Brasília, o convênio prevê mais de 13 mil atendimentos, e a fila acumulada chega a 17 mil pessoas.

O que o convênio prevê

O acordo, firmado com a Secretaria de Saúde, contempla duas unidades da Apae. Cada uma terá capacidade para atender cerca de 500 pessoas por mês, entre crianças e adultos que nunca receberam diagnóstico ou acompanhamento especializado.

Os serviços citados no anúncio:

  • fisioterapia;
  • acompanhamento psicológico;
  • psicomotricidade;
  • estimulação visual;
  • reabilitação visual pelo Sistema Único de Saúde (SUS), serviço que, segundo a governadora, será oferecido pela primeira vez na saúde pública do DF.

"Aqui não é só uma consulta, é um atendimento e um acompanhamento integral dessas famílias", afirmou Celina. Ela disse que o convênio pode servir de modelo para outros estados e atribuiu parte da viabilização ao apoio de parlamentares federais, entre eles a senadora Damares Alves.

Uma terceira unidade em estudo

Diante da demanda, o GDF avalia usar um imóvel do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em Taguatinga, para instalar uma terceira unidade. Cabe à Apae avaliar se o espaço comporta os atendimentos. "Estamos, inclusive, analisando a ocupação de um terceiro espaço para que a gente tenha rapidamente essa fila toda absorvida", disse a governadora.

Celina também pediu que a próxima bancada do DF no Congresso mantenha o apoio financeiro, e afirmou que a meta do governo é executar 100% das emendas destinadas ao Distrito Federal.

Como isso se liga ao atendimento de autismo

A parceria com a Apae já havia aparecido em 21 de setembro, quando a governadora disse, durante visita a um projeto no Gama, que o GDF abriu 13 mil vagas de atendimento especializado para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que aguardavam na fila, segundo o jornal O Hoje. Na ocasião, ela afirmou que pretende levar o atendimento a pelo menos cinco regiões do DF, para reduzir o deslocamento das famílias.

O primeiro Centro de Referência Especializado em TEA (Cretea) foi inaugurado em dezembro de 2025, na estação do Metrô da 108 Sul. A unidade atende crianças de 0 a 10 anos com diagnóstico ou hipótese diagnóstica, com psiquiatras, pediatras, neuropediatras, fonoaudiólogos e fisioterapeutas. A governadora disse que um segundo centro está em fase final de implantação em Taguatinga.

Sobre a fila, ela declarou que o objetivo não é necessariamente zerar a demanda, mas estabelecer um prazo conhecido de espera. "Uma fila não pode ter um tempo de espera que você não saiba quanto tempo vai durar", disse.

O que as famílias precisam saber

As reportagens consultadas não detalham como os pacientes da fila serão chamados nem quando as unidades começam a receber o público. Em regra, o encaminhamento para atendimento especializado parte da unidade básica de saúde, e a regulação das vagas é feita pela Secretaria de Saúde. Quem já está na fila deve manter telefone e endereço atualizados na unidade onde foi cadastrado.

Para quem busca direitos e serviços ligados ao autismo, o SouBrasília reúne informações sobre o cartão TEA e os direitos da pessoa autista no DF e sobre o guia do TJDFT sobre autismo para conselheiros tutelares.

O anúncio foi feito a dez dias do segundo turno das eleições, em que a governadora disputa a reeleição. Os números do convênio, como valor, capacidade e tamanho da fila, foram apresentados pela própria governadora e publicados pelo Jornal de Brasília; o SouBrasília não localizou o extrato do convênio até a publicação.

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