A vacinação antirrábica de cães e gatos no Distrito Federal segue disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, em unidades da Diretoria de Vigilância Ambiental. O atendimento em dia útil continua depois do mutirão de sábado (22), que aplicou 41.756 doses, o maior volume já registrado em um único dia de campanha na capital.
O número supera com folga as marcas das duas campanhas anteriores. Em 2024, o melhor dia chegou a pouco mais de 30 mil doses. Em 2025, ficou em 18,4 mil. Neste ano, o mutirão de sábado abriu 160 locais de vacinação em todo o DF, entre pontos fixos e postos volantes montados em quadras residenciais, praças e feiras.
Ceilândia lidera o balanço, com 7.998 animais vacinados. Em seguida vêm Guará, com 4.365, e Núcleo Bandeirante, com 3.524. Uma semana antes, em 15 de agosto, a etapa voltada às áreas rurais havia aplicado 23.390 doses.
Onde e como vacinar em dia útil
Quem não conseguiu levar o animal no sábado não precisa esperar o próximo mutirão. As unidades da Vigilância Ambiental atendem em fluxo contínuo durante a semana, sem agendamento e sem custo. A lista atualizada de endereços está no site da Secretaria de Saúde do DF, e vale conferir antes de sair de casa, porque a rede de pontos volantes muda a cada etapa da campanha.
Antes de ir, atenção a alguns critérios que valem para todo o DF:
- a vacina é gratuita e aplicada em cães e gatos a partir dos três meses de idade;
- a proteção precisa ser renovada uma vez por ano, mesmo em animal que nunca sai de casa;
- cães devem chegar com coleira e guia; gatos, em caixa de transporte;
- animais doentes, fêmeas no fim da gestação e filhotes abaixo da idade mínima devem passar antes por avaliação veterinária.
Por que a campanha deste ano puxou tanta procura
A corrida às unidades tem relação direta com o caso de raiva canina confirmado no Lago Norte no mês passado, o primeiro do tipo registrado no DF. A confirmação veio de exame do laboratório da Universidade de Brasília e levou a Secretaria de Saúde a montar bloqueio vacinal na região e a monitorar outros animais com suspeita.
A raiva é uma zoonose sem tratamento depois que os sintomas aparecem, e a vacinação de cães e gatos é a barreira que impede o vírus de circular entre os animais domésticos e chegar às pessoas. É por isso que a rede pública mantém a aplicação ao longo do ano, e não apenas nos mutirões de fim de semana.
Quem foi mordido, arranhado ou lambido em ferida aberta por animal com suspeita deve procurar uma unidade de saúde no mesmo dia. O atendimento define se há indicação de vacina e de soro antirrábico para a pessoa, e o animal envolvido precisa ser observado.
Leia também: Raiva canina no Lago Norte: onde vacinar cão e gato de graça no DF.
O que vem pela frente
A campanha continua com novas etapas de sábado, sempre divulgadas pela Secretaria de Saúde com a lista de pontos por região administrativa. Entre uma etapa e outra, o atendimento de segunda a sexta permanece como a porta de entrada para quem tem horário apertado no fim de semana ou mora longe dos postos volantes montados na quadra.








