Ex-PM é preso no DF suspeito de torturar ex-companheira com deficiência intelectual
Ex-policial militar de 46 anos foi preso em Águas Claras após descumprir medidas protetivas. A PCDF apura queimaduras de cigarro e ameaças contra a ex-companheira.

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Um ex-policial militar de 46 anos foi preso preventivamente na terça-feira, 27 de outubro, no DF, suspeito de torturar e ameaçar a ex-companheira, uma mulher de 56 anos com deficiência intelectual. Segundo a Polícia Civil do DF (PCDF), as agressões incluíram queimaduras de cigarro. A prisão saiu por descumprimento de medidas protetivas, e a defesa dele não foi localizada nas reportagens que trataram do caso.
A informação foi publicada na quarta-feira, 28, pelo Jornal de Brasília e pelo Metrópoles. O nome do investigado não foi divulgado. Ele é suspeito e não há condenação.
O que a polícia apurou
De acordo com a PCDF, o histórico de violência se estendeu por anos. Em 2020, o homem teria telefonado várias vezes ameaçando incendiar o apartamento da família. Em outros episódios, depredou a portaria do prédio onde a mulher mora e, em 2022, tentou invadir o condomínio e jogou uma garrafa de vidro contra a fachada.
A polícia também suspeita de exploração financeira: ele teria pressionado a vítima a sacar o próprio benefício bancário e ameaçado a mulher e a mãe dela.
A situação piorou em outubro. O investigado saiu da prisão no início do mês e, três dias depois, voltou à casa da ex-companheira, mesmo proibido de se aproximar por decisão da Justiça. A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação (Decrin) pediu a prisão preventiva, e a 2ª Vara Criminal de Águas Claras a decretou.
Onde e como foi a prisão
O homem foi detido no início da tarde, perto da estação de metrô Concessionária, em Águas Claras, durante a operação Back To Jail, da PCDF. A corporação afirma que ele vive em situação de rua e costumava rondar a vizinhança da vítima. Depois da detenção, foi levado à carceragem da Polícia Civil e fica à disposição da Justiça.
Descumprir medida protetiva é crime previsto no artigo 24-A da Lei Maria da Penha, com pena de três meses a dois anos de detenção. O caso apurado pela Decrin, porém, vai além desse artigo, porque a polícia investiga tortura, ameaça e exploração financeira.
Como denunciar
Quem sofre ou presencia violência doméstica pode ligar para o 190, em emergência, ou para o Ligue 180, central de atendimento à mulher. Em caso de violência contra pessoa com deficiência, vale também o Disque 100. O SouBrasília reuniu como denunciar violência doméstica no DF, inclusive de vizinhos, e explicou como registrar a ocorrência pela delegacia eletrônica. Quem tem medida protetiva e vê o agressor se aproximar deve acionar o 190 e comunicar a delegacia, que pode pedir a prisão.






