DF tem 2,25 milhões de eleitores aptos a votar em outubro

agosto 24, 2026
Palácio do Buriti, sede do Governo do Distrito Federal, visto do espelho d'água

O Distrito Federal tem 2.253.132 pessoas aptas a votar nas eleições de outubro. O número foi divulgado nesta segunda-feira (24) pela Câmara Legislativa do DF, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral.

O perfil desse eleitorado mudou de forma relevante desde 2022. As mulheres são maioria clara, com 54% do total, contra 46% de homens. A faixa de eleitoras entre 45 e 49 anos, sozinha, reúne mais de 134 mil pessoas.

Quem vota no DF em outubro

O grupo com 60 anos ou mais chega a quase 460 mil eleitores, o que representa cerca de um quinto do eleitorado distrital. Dentro desse recorte, 55,7% têm entre 60 e 69 anos. Para quem tem 70 anos ou mais, o voto é facultativo.

Na outra ponta da pirâmide etária estão os jovens de 16 e 17 anos, que também votam por opção. São 19 mil eleitores nessa faixa em 2026.

Entre quem declarou cor ou raça no cadastro eleitoral, 49,2% se identificam como pardos, 38% como brancos e 11,7% como pretos. Amarelos somam 0,9% e indígenas, 0,2%.

O dado que mais cresceu foi o de eleitores com deficiência: são 24,8 mil pessoas, alta de 55,4% em relação a 2022. O salto reflete o aumento da autodeclaração no cadastro, que permite ao cartório eleitoral organizar atendimento e local de votação adaptados.

Cinco votos por eleitor

Quem for às urnas no dia 4 de outubro vai votar cinco vezes. A eleição deste ano é geral e renova a Presidência da República, os governos estaduais e distrital, dois terços do Senado, a Câmara dos Deputados e as assembleias legislativas, que no DF corresponde à Câmara Legislativa.

A diferença em relação a 2022 está no Senado. Naquele ano, cada eleitor escolheu apenas um senador, porque estava em jogo um terço das cadeiras. Em 2026, a renovação é de dois terços, o que coloca 54 das 81 vagas em disputa e dá a cada eleitor dois votos para a Casa. Os eleitos cumprem mandato de 2027 a 2035.

No Distrito Federal, portanto, o brasiliense vota para presidente, governador, dois senadores, deputado federal e deputado distrital.

Por que o dado de deficiência saltou 55%

A alta de 55,4% no número de eleitores com deficiência entre 2022 e 2026 é a variação mais forte de todo o levantamento. Ela não significa que a população com deficiência cresceu nessa proporção em quatro anos. O que mudou foi o registro: a declaração é feita pelo próprio eleitor no cadastro e passou a ser mais divulgada pelos tribunais eleitorais.

A informação tem efeito prático no dia da votação. Com a deficiência registrada, o cartório eleitoral pode alocar o eleitor em seção de fácil acesso, no térreo, e prever apoio no momento do voto. Sem o registro, a adaptação depende de pedido feito na hora, o que nem sempre é possível resolver na seção.

O eleitorado que a capital construiu em quatro décadas

A votação para governador é relativamente recente na história de Brasília. O Distrito Federal só passou a eleger o próprio chefe do Executivo em 1990, quando Joaquim Roriz se tornou o primeiro governador eleito, tendo Márcia Kubitschek como vice. Antes disso, o cargo era ocupado por indicação da Presidência da República.

A Câmara Legislativa foi instalada no mesmo ciclo, sob a presidência de Salviano Guimarães, o primeiro a comandar a Casa. Em pouco mais de três décadas, o eleitorado da capital passou da condição de território sem autonomia política para a de unidade federativa com mais de 2,2 milhões de votantes.

O que o eleitor precisa checar antes de outubro

  • Título de eleitor com situação regular, consultável no site do TSE ou pelo aplicativo e-Título.
  • Local de votação, que pode ter mudado em relação a 2022.
  • Para quem declarou deficiência, a possibilidade de solicitar seção adaptada junto ao TRE-DF.
  • Voto obrigatório entre 18 e 69 anos; facultativo aos 16 e 17 anos e a partir dos 70.

O calendário da campanha já entrou na reta final de definições. O horário eleitoral no DF começa em 28 de agosto, com a ordem de veiculação definida em sorteio do TRE-DF. O crescimento do peso dos mais velhos no eleitorado local já aparecia em levantamento anterior, que mostrou que o eleitorado com 60 anos ou mais dobrou em 12 anos no DF.

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