Além da 26 de Setembro, em Vicente Pires, o Distrito Federal avança no processo de criação de uma segunda região administrativa: Ponte Alta, no Gama. A proposta passou pela Comissão de Assuntos Sociais da Câmara Legislativa em agosto de 2025 e tem audiência pública prevista para tramitar o tema com a participação dos moradores.
A criação de uma nova RA é uma demanda histórica das comunidades em consolidação no DF, que dependem da formalização territorial para receber obras de infraestrutura e regularização dos imóveis. Sem o reconhecimento como cidade, o poder público fica impedido de levar pavimentação, drenagem e equipamentos públicos básicos.
O que muda com a criação da RA
Caso o projeto seja aprovado pela CLDF e sancionado pelo Governo do Distrito Federal, Ponte Alta passa a ter:
- limites territoriais definidos e administrador regional próprio;
- direito a planejamento urbano específico;
- liberação para obras de pavimentação, iluminação e saneamento;
- integração ao orçamento anual com previsão de investimentos.
O processo de criação de uma RA envolve etapas como audiência pública, regularização fundiária via Reurb, definição de marcos territoriais e edição do ato administrativo que formaliza a região. Cada uma dessas fases tem prazos e exigências próprias, descritos na legislação distrital.
Por que duas RAs avançam ao mesmo tempo
A regularização fundiária se tornou uma das principais frentes do GDF para reduzir desigualdades entre as regiões administrativas. Em paralelo a Ponte Alta, a 26 de Setembro também caminha para virar cidade, com Reurb encaminhada ao cartório.
O DF tem hoje 35 regiões administrativas, criadas ao longo de décadas em resposta à expansão urbana e à formação de núcleos populacionais em torno do Plano Piloto. A criação simultânea de duas novas RAs sinaliza o ritmo do esforço de regularização em curso.
O que esperar dos próximos passos
Após a audiência pública, o tema retorna às comissões e ao plenário da CLDF. Sancionada a lei, o GDF detalha a estrutura administrativa, com a nomeação do administrador regional e a definição da sede. A partir daí, a região pode ser incluída em programas de obras e em planos plurianuais.
A região de Ponte Alta no Gama
A área de Ponte Alta integra a região administrativa do Gama, uma das cidades mais antigas do Distrito Federal, e abriga núcleos urbanos que cresceram ao longo dos anos sem reconhecimento formal. A consolidação desses núcleos pressiona por serviços públicos, transporte, saúde e educação, demandas que tendem a ser absorvidas com mais clareza quando a área ganha autonomia administrativa.
Para os moradores, virar RA representa também uma valorização patrimonial. Com a regularização e a chegada de obras públicas, os imóveis ganham segurança jurídica e tendem a ser melhor avaliados pelo mercado e pelas instituições financeiras, o que abre caminho para reformas, financiamentos e venda regularizada dos lotes.
O SouBrasília acompanha o processo de criação das novas regiões administrativas. Veja também a cobertura sobre a 26 de Setembro, futura RA encaminhada pela governadora Celina Leão. A expectativa é que os trâmites de Ponte Alta avancem nas próximas sessões da Câmara Legislativa.








