O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Brasília abriga uma das mostras mais comentadas do meio do ano na capital. “Amazônicas: Poéticas Femininas” reúne cerca de 80 obras físicas e digitais de 21 artistas visuais do Norte do país e fica em cartaz até 16 de agosto, com entrada gratuita. A exposição mistura pintura, gravura, fotografia, escultura, objetos e performance para falar de afeto, ancestralidade e do protagonismo das mulheres amazônicas.
O que o público encontra
A curadoria é assinada por Sissa Aneleh, que parte da palavra “AMA”, escondida no título, para conduzir a leitura das obras. O recorte é regional e feminino, com trabalhos que conversam com a floresta, os rios e as histórias de matriarcas do Norte.
- Cerca de 80 trabalhos entre físicos e digitais.
- 21 artistas mulheres da região amazônica.
- Linguagens variadas: pintura, gravura, foto, objeto, escultura e performance.
Um dos pontos que mais chamam atenção é a sala de realidade estendida. Com óculos 3D, o visitante entra no chamado Metaverso das Mulheres, navega por uma galeria em 360 graus e interage com avatares em realidade aumentada. A proposta aproxima arte contemporânea e tecnologia sem perder o fio da ancestralidade que atravessa toda a mostra.
A exposição parte de uma ideia simples e potente: colocar a mulher amazônica no centro da narrativa, do barro ao metaverso.
A mostra é coordenada e produzida pelo Museu das Mulheres (Museu DAS), com apoio do Ministério da Cultura e patrocínio da Petrobras. A entrada franca faz da visita um programa acessível para as férias de julho, quando muita gente procura o que fazer sem pesar no bolso. Para famílias, é uma forma de aproximar as crianças da arte contemporânea e das culturas do Norte, com estímulo visual forte.
Serviço
- O quê: exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”.
- Onde: CCBB Brasília, Setor de Clubes Sul.
- Quando: até 16 de agosto, de terça a domingo.
- Quanto: gratuito.
Quem for ao CCBB ainda encontra a programação de cinema e as visitas mediadas do programa educativo, que recebem famílias com roteiros pensados para crianças. Vale reservar a manhã ou a tarde para aproveitar mais de uma atração no mesmo dia. Nos fins de semana o movimento aumenta, então ir num dia útil ajuda a curtir a mostra com calma e sem fila na sala imersiva.
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