Homem de 27 anos morre afogado no Lago Corumbá IV, em Alexânia

agosto 3, 2026
Superfície de água de um lago com ondulações suaves em dia nublado

Um homem de 27 anos morreu afogado no Lago Corumbá IV, em Alexânia, a 80 quilômetros de Brasília. Ele desapareceu na água no sábado (1º) e foi encontrado por mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás na manhã de domingo (2), depois de quase 24 horas de buscas.

Segundo o relato de quem estava no local, o jovem foi visto acenando para os amigos e desapareceu logo em seguida. As pessoas que acompanhavam o grupo não souberam dizer se o gesto era um cumprimento ou um pedido de socorro, informação que atrasou o acionamento do socorro.

Como foram as buscas

A corporação goiana enviou mergulhadores especializados ao lago. O trabalho se estendeu pelo restante do sábado e foi retomado na manhã seguinte, quando o corpo foi localizado. Depois da retirada da água, ele foi encaminhado à Polícia Científica de Goiás para os procedimentos legais e a identificação formal.

O Corumbá IV é um reservatório artificial formado pela barragem da usina hidrelétrica de mesmo nome, no rio Corumbá. A profundidade varia bastante conforme o ponto e a época do ano, e a cota do reservatório oscila com a operação da usina, o que cria desníveis abruptos a poucos metros da margem.

Um destino de fim de semana do brasiliense

O lago está a cerca de uma hora de carro do Plano Piloto pela BR-060 e concentra condomínios, marinas, pousadas e clubes náuticos usados principalmente por moradores do Distrito Federal. Nos fins de semana de seca, quando a temperatura em Brasília passa dos 30 graus, o fluxo aumenta.

Diferentemente das piscinas e dos clubes urbanos, o reservatório não tem guarda-vidas em posto fixo na maior parte da orla. O socorro depende de acionamento do 193, e o tempo de resposta é maior porque as equipes precisam se deslocar até o ponto exato e, muitas vezes, embarcar.

O que reduz o risco

Órgãos de segurança aquática recomendam medidas simples para quem frequenta represas e lagos:

  • Usar colete salva-vidas em qualquer embarcação, inclusive em travessias curtas e em caiaques e pranchas de stand up paddle.
  • Não entrar na água depois de consumir bebida alcoólica, fator presente em boa parte das mortes por afogamento em água doce no país.
  • Evitar nadar sozinho e manter sempre alguém observando da margem ou do barco.
  • Não pular de barrancos, pedras ou embarcações em locais sem profundidade conhecida.
  • Combinar um sinal claro de emergência com o grupo, já que a vítima de afogamento em geral não consegue gritar por socorro.

Em Goiás, as ocorrências em represas e rios são atendidas pelo Corpo de Bombeiros do estado. No Distrito Federal, o acionamento é feito pelo mesmo número, e o CBMDF mantém equipes de salvamento aquático para o Lago Paranoá e para os balneários da região.

Ocorrências em água doce

O afogamento em represa e rio tem características diferentes do que ocorre em praia. A água é mais fria e mais escura, o que dificulta a localização da vítima e reduz o tempo útil de resgate. Correntes de profundidade e vegetação submersa também aparecem em reservatórios formados por barragem, como o Corumbá IV.

A identidade do jovem não foi divulgada. O caso será registrado pela Polícia Civil de Goiás, que apura as circunstâncias da morte.

Para quem procura lazer ao ar livre na região sem entrar na água, o Distrito Federal e o Entorno têm alternativas como os 400 quilômetros de trilhas dos Caminhos do Planalto Central.

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