Um homem de 27 anos morreu afogado no Lago Corumbá IV, em Alexânia, a 80 quilômetros de Brasília. Ele desapareceu na água no sábado (1º) e foi encontrado por mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás na manhã de domingo (2), depois de quase 24 horas de buscas.
Segundo o relato de quem estava no local, o jovem foi visto acenando para os amigos e desapareceu logo em seguida. As pessoas que acompanhavam o grupo não souberam dizer se o gesto era um cumprimento ou um pedido de socorro, informação que atrasou o acionamento do socorro.
Como foram as buscas
A corporação goiana enviou mergulhadores especializados ao lago. O trabalho se estendeu pelo restante do sábado e foi retomado na manhã seguinte, quando o corpo foi localizado. Depois da retirada da água, ele foi encaminhado à Polícia Científica de Goiás para os procedimentos legais e a identificação formal.
O Corumbá IV é um reservatório artificial formado pela barragem da usina hidrelétrica de mesmo nome, no rio Corumbá. A profundidade varia bastante conforme o ponto e a época do ano, e a cota do reservatório oscila com a operação da usina, o que cria desníveis abruptos a poucos metros da margem.
Um destino de fim de semana do brasiliense
O lago está a cerca de uma hora de carro do Plano Piloto pela BR-060 e concentra condomínios, marinas, pousadas e clubes náuticos usados principalmente por moradores do Distrito Federal. Nos fins de semana de seca, quando a temperatura em Brasília passa dos 30 graus, o fluxo aumenta.
Diferentemente das piscinas e dos clubes urbanos, o reservatório não tem guarda-vidas em posto fixo na maior parte da orla. O socorro depende de acionamento do 193, e o tempo de resposta é maior porque as equipes precisam se deslocar até o ponto exato e, muitas vezes, embarcar.
O que reduz o risco
Órgãos de segurança aquática recomendam medidas simples para quem frequenta represas e lagos:
- Usar colete salva-vidas em qualquer embarcação, inclusive em travessias curtas e em caiaques e pranchas de stand up paddle.
- Não entrar na água depois de consumir bebida alcoólica, fator presente em boa parte das mortes por afogamento em água doce no país.
- Evitar nadar sozinho e manter sempre alguém observando da margem ou do barco.
- Não pular de barrancos, pedras ou embarcações em locais sem profundidade conhecida.
- Combinar um sinal claro de emergência com o grupo, já que a vítima de afogamento em geral não consegue gritar por socorro.
Em Goiás, as ocorrências em represas e rios são atendidas pelo Corpo de Bombeiros do estado. No Distrito Federal, o acionamento é feito pelo mesmo número, e o CBMDF mantém equipes de salvamento aquático para o Lago Paranoá e para os balneários da região.
Ocorrências em água doce
O afogamento em represa e rio tem características diferentes do que ocorre em praia. A água é mais fria e mais escura, o que dificulta a localização da vítima e reduz o tempo útil de resgate. Correntes de profundidade e vegetação submersa também aparecem em reservatórios formados por barragem, como o Corumbá IV.
A identidade do jovem não foi divulgada. O caso será registrado pela Polícia Civil de Goiás, que apura as circunstâncias da morte.
Para quem procura lazer ao ar livre na região sem entrar na água, o Distrito Federal e o Entorno têm alternativas como os 400 quilômetros de trilhas dos Caminhos do Planalto Central.








