Patinetes elétricos em Brasília: como alugar e quais são as regras

julho 21, 2026
Patinetes elétricos da JET estacionados em área pública

O serviço de patinetes elétricos compartilhados de Brasília opera com 2,7 mil equipamentos espalhados por 11 regiões administrativas, segundo balanço divulgado pela Agência Brasília no domingo (19). O aluguel é feito por aplicativo, com cadastro prévio e pagamento por cartão ou Pix.

A operação está nas mãos da JET, empresa credenciada pela Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) após chamamento público. Uma segunda empresa, a Whoosh BR, foi habilitada no mesmo processo, mas ainda não iniciou as atividades no Distrito Federal.

Onde encontrar os patinetes

Os equipamentos ficam concentrados em áreas de grande circulação de pessoas. As 11 regiões atendidas hoje são:

  • Plano Piloto;
  • Parque da Cidade;
  • Sudoeste;
  • Cruzeiro;
  • Guará;
  • Águas Claras;
  • Taguatinga Sul;
  • Park Way;
  • Candangolândia;
  • Núcleo Bandeirante;
  • Gama.

Como alugar e quanto custa

Para usar, é preciso baixar o aplicativo da JET, criar uma conta e cadastrar uma forma de pagamento. O app mostra no mapa os patinetes disponíveis por perto e faz a liberação do equipamento. Cartão bancário e Pix são aceitos.

A cobrança combina uma taxa de ativação, paga no desbloqueio, com um valor por minuto de uso. Há ainda pacotes de minutos com desconto progressivo e a assinatura mensal JET Plus, que elimina a taxa de ativação para quem anda com frequência. Os valores exatos aparecem no aplicativo antes da liberação e mudam conforme o horário. Em São Paulo, para efeito de comparação, a ativação custa de R$ 2 a R$ 3 e o minuto varia de R$ 0,25 a R$ 0,89, segundo levantamento do site Motor Show. Os patinetes da empresa saem de fábrica limitados a 20 km/h.

Regras de circulação no DF

O uso é permitido apenas para maiores de 18 anos. Os limites de velocidade variam conforme o local: 20 km/h em ciclovias e ciclofaixas, 14 km/h nas demais vias e 6 km/h em calçadas e áreas de segurança, de acordo com as regras divulgadas pela Semob quando o serviço foi regulamentado.

Ao fim da viagem, o patinete deve ser estacionado sem bloquear calçadas, rampas de acessibilidade ou faixas de circulação de pedestres. O termo de credenciamento também impõe obrigações às operadoras, como campanhas educativas sobre regras de trânsito e o envio diário dos dados de utilização ao governo.

Entre as exigências feitas às empresas estão a “oferta de seguro aos usuários, a disponibilização de equipamentos certificados e em boas condições de uso”, segundo a Agência Brasília.

Serviço deve crescer

A Semob está na fase final de elaboração de um novo edital de chamamento público para credenciar mais empresas interessadas em operar patinetes compartilhados na capital e nas demais regiões do DF, segundo o Jornal de Brasília. Enquanto a Whoosh BR não estreia, a JET segue como única operadora em atividade.

A aposta na micromobilidade se soma a outras frentes do GDF na área de transporte, como a renovação da frota com ônibus 100% elétricos e o bilhete único do transporte público. Antes de subir em um patinete, a recomendação é conferir no app o valor da corrida e as áreas liberadas para circulação e estacionamento.

Perguntas rápidas

Quem pode usar os patinetes elétricos em Brasília?
Apenas maiores de 18 anos, com cadastro ativo no aplicativo da operadora.

Qual é o limite de velocidade?
20 km/h em ciclovias e ciclofaixas, 14 km/h nas demais vias e 6 km/h em calçadas e áreas de segurança.

Onde estacionar ao fim da viagem?
Em locais permitidos indicados no app, sem bloquear calçadas, rampas de acessibilidade ou a passagem de pedestres.

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