O Distrito Federal encerrou 2025 com queda expressiva nos casos de dengue, segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde (SES-DF). O ano passado registrou redução de 96% nos casos prováveis em relação ao ciclo anterior, com 11.875 ocorrências classificadas como prováveis e uma única morte confirmada pela doença. Em 2024, foram 440 óbitos.
O resultado de 2025 é apontado pelas autoridades como reflexo de uma combinação de fatores: ações intensas de controle do vetor, comunicação à população, condições climáticas e fortalecimento da rede de atenção. Em 2026, a SES-DF mantém a vigilância ativa para evitar um novo surto da arbovirose.
Como o DF chegou à redução
Entre as frentes mantidas pela secretaria estão:
- visitas regulares de agentes de endemias em residências e comércios;
- mutirões de limpeza em áreas críticas;
- aplicação de inseticida em pontos estratégicos;
- campanhas de comunicação para descarte correto de lixo e água parada;
- monitoramento epidemiológico com publicação periódica de boletins.
A dengue apresenta padrão sazonal no DF e tende a se concentrar entre outubro e maio, período em que chuvas e calor formam ambiente favorável à reprodução do mosquito Aedes aegypti. Mesmo com a queda registrada em 2025, especialistas reforçam que a vigilância precisa continuar nos meses seguintes para evitar surpresas no próximo verão.
Sintomas e atendimento
Os sintomas mais comuns da dengue são febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dor muscular, mal-estar e manchas na pele. Diante de qualquer suspeita, a recomendação é procurar uma unidade de saúde, ingerir bastante líquido e evitar automedicação com anti-inflamatórios.
Casos graves podem evoluir para dengue hemorrágica, com risco de morte. Por isso, sinais de alerta como dor abdominal intensa, sangramentos e queda de pressão exigem atendimento imediato. A rede pública do DF dispõe de protocolos específicos para classificação de risco em cada unidade.
O que cada cidadão pode fazer
O combate à dengue depende fortemente de ações domiciliares. As principais medidas recomendadas pela Saúde são:
- verificar pratos de planta, calhas, garrafas e tampas;
- tampar caixas d’água e cisternas;
- descartar pneus e recipientes sem uso adequadamente;
- limpar quintais e áreas com acúmulo de entulho.
Atenção redobrada em 2026
Mesmo com a queda observada em 2025, especialistas alertam que a doença pode voltar a crescer caso a vigilância seja relaxada. Anos com chuvas mais regulares, menor temperatura e ações intensivas no início do ciclo costumam favorecer a contenção. Já anos quentes e com volumes de chuva concentrados em intervalos curtos podem favorecer a multiplicação do mosquito.
Por isso, a SES-DF mantém atenção sobre os Levantamentos Rápidos do Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) e sobre o número de notificações em cada região administrativa. Bairros com índice acima do tolerado costumam receber força-tarefa antes que os casos avancem.
O SouBrasília acompanha o boletim epidemiológico da SES-DF. Veja também a matéria sobre o DF que superou 1 milhão de doses de vacinas em 2026. A próxima atualização oficial do boletim sobre arboviroses costuma ser publicada na última sexta-feira do mês.








