PCDF recupera 22 cartões furtados de policiais penais por terceirizado na Papuda
Funcionário terceirizado de 20 anos confessou furtos no alojamento da PDF II; a PCDF achou 22 cartões de 14 vítimas e investiga as compras por aproximação.

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga um funcionário terceirizado de 20 anos suspeito de furtar cartões bancários de policiais penais durante os plantões na Penitenciária do Distrito Federal II (PDF II), no Complexo da Papuda. Em uma busca na casa dele, na quinta-feira, 29, a polícia recuperou 22 cartões de pelo menos 14 vítimas. As informações são do Metrópoles, que cita a PCDF.
O suspeito não foi preso porque não havia situação de flagrante. Segundo a corporação, ele confessou os furtos ao ser levado à delegacia no mesmo dia.
Como o furto acontecia
A investigação é da 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião). Pelo relato da PCDF, o homem trabalhava na limpeza e tinha acesso aos alojamentos, onde os servidores guardavam as carteiras enquanto cumpriam o plantão. Dali, ele levava os cartões e fazia compras por aproximação, sem senha e sem autorização dos titulares.
O caso apareceu quando policiais penais notaram o desaparecimento dos cartões e compras que não reconheciam. Em 26 de outubro, ao menos três servidores tiveram o cartão usado no mesmo dia, em horários próximos e no mesmo estabelecimento. Os investigadores acharam registros parecidos desde o início de setembro.
A Seção de Investigação Geral da delegacia cruzou os dados com a Polícia Penal e chegou ao terceirizado. Na quinta-feira, ele prestou esclarecimentos, confessou, e a polícia cumpriu mandado de busca e apreensão na residência. O celular dele foi apreendido e passará por perícia.
O que a PCDF ainda apura
O delegado Thiago Peralva afirmou que, no início, a investigação identificou três vítimas. Os demais donos dos 22 cartões ainda serão ouvidos, e alguns achavam que tinham perdido o cartão, sem imaginar que haviam sido furtados.
- O crime é investigado como furto qualificado por abuso de confiança e fraude.
- A polícia ainda vai calcular o prejuízo total, que não foi divulgado.
- Os investigadores checam se outras pessoas participaram.
- Os cartões recuperados serão devolvidos aos titulares.
A reportagem do Metrópoles não traz a posição do suspeito nem de uma defesa, e a empresa terceirizada não foi identificada. Ele é tratado como suspeito até decisão da Justiça.
Outros casos na Papuda
O complexo já rendeu outras ocorrências na mesma delegacia. Em agosto, uma mulher foi presa com 100 gramas de haxixe ao tentar entrar na Papuda, e a droga foi detectada pelo scanner corporal. Sobre as condições das unidades, o SouBrasília também publicou o relatório federal que aponta ocupação de 196% em uma das unidades da Papuda.
Fonte: Metrópoles, 30/10/2026, com informações da PCDF.






