A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu 38 condenados pela Justiça que estavam foragidos em um intervalo de cinco dias. As capturas foram coordenadas pela Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DCPI), do Departamento de Atividades Especiais (DEPATE), e o balanço foi divulgado na sexta-feira (10).
As prisões ocorreram ao longo da semana em diferentes regiões do DF, depois de trabalho de inteligência e monitoramento das equipes especializadas da divisão. Todos os presos tinham mandados de prisão em aberto por condenações na Justiça.
Condenações passam de 20 anos de prisão
A lista de capturados inclui condenados por homicídio, roubo, tráfico de drogas, estupro de vulnerável e receptação. Entre as penas informadas pela corporação estão:
- Estupro de vulnerável: condenações de 26 anos e 5 meses e de 11 anos e 8 meses
- Homicídio, roubo e receptação: pena de 23 anos e 2 meses
- Roubo: penas de 23 anos e 1 mês, 18 anos e 5 meses, 18 anos e 14 anos e 5 meses
- Tráfico de drogas: pena de 15 anos e 4 meses
As capturas ocorreram ao longo da semana em diferentes regiões do Distrito Federal, após trabalho de inteligência e monitoramento realizado pelas equipes especializadas da DCPI, informou a Polícia Civil ao divulgar o balanço.
Mais de 600 prisões desde janeiro
O resultado da semana se soma a uma rotina permanente de capturas. Segundo a PCDF, o DEPATE registrou 627 prisões de 1º de janeiro até esta semana de julho. Desse total, 476 decorrem de condenações definitivas, 145 são prisões preventivas e 6, temporárias.
O trabalho da DCPI é localizar quem tem mandado de prisão em aberto e devolver essas pessoas ao sistema penal, cumprindo decisões já tomadas pela Justiça. A divisão também atua em parceria com polícias de outros estados quando o foragido deixa o DF.
O que diferencia cada tipo de prisão
Os números do DEPATE separam três situações distintas. A condenação definitiva é aquela que já não cabe mais recurso: a pessoa foi julgada, condenada e precisa cumprir a pena. É o caso da maior parte das capturas do ano.
A prisão preventiva é decretada por um juiz antes do fim do processo, quando há risco à investigação, à ordem pública ou de fuga. Já a temporária tem prazo determinado e serve para garantir diligências específicas de um inquérito.
Quem é condenado e não se apresenta para cumprir a pena entra na lista de foragidos, com mandado de prisão em aberto. A partir daí, pode ser capturado a qualquer momento, em abordagens de rotina ou em ações direcionadas como a desta semana.
As penas para os crimes patrimoniais que aparecem no balanço ficaram mais duras neste ano: a Lei 15.397/2026 elevou as punições de furto, roubo e receptação, com o latrocínio chegando a pena de 24 a 30 anos.
Segurança reforçada no DF
A ofensiva contra foragidos ocorre no mesmo período em que a Secretaria de Segurança Pública mantém a Operação Kratos, lançada no dia 10 de julho. A ação colocou mais de 2 mil policiais extras nas ruas, com 500 viaturas, 90 motocicletas e apoio aéreo, para saturar as áreas de maior incidência criminal nos fins de semana.
As duas frentes se complementam: enquanto o policiamento ostensivo tenta impedir novos crimes, as equipes de captura retiram de circulação quem já foi julgado e condenado. Para a população, o efeito prático é o mesmo, menos criminosos com pena a cumprir circulando livremente pelas cidades do DF.
Neste mês, a PCDF também desarticulou um grupo que furtava motocicletas no DF e as enviava para a Bahia, na Operação Duas Rodas, com 11 mandados cumpridos em Samambaia e Ceilândia.
Como ajudar a localizar foragidos
Quem tiver informações sobre pessoas com mandado de prisão em aberto pode acionar a PCDF pelo telefone 197, o Disque-Denúncia da corporação. A ligação é gratuita e o denunciante não precisa se identificar. O portal explica para que serve cada número de emergência e denúncia no DF.
As equipes da DCPI seguem com as diligências para localizar outros foragidos da Justiça no Distrito Federal e no Entorno.








