Uma frente fria avançou sobre o Sul do país e derrubou as temperaturas em boa parte do Brasil neste início de julho. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a massa de ar polar chegou em 3 de julho e provocou geada em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
As previsões do Inmet apontam mínimas entre -5°C e -8°C em algumas localidades gaúchas e catarinenses. Os termômetros ficam abaixo de zero especialmente no centro-sul do Rio Grande do Sul, onde a geada é mais intensa na região da Campanha Gaúcha, área de forte produção agropecuária.
Friagem chega ao Centro-Oeste e à Amazônia
O frio não ficou restrito ao Sul. A queda de temperatura foi sentida também em:
- Mato Grosso do Sul
- Sul e centro-oeste do Mato Grosso
- Parte do sudoeste da Amazônia
Nessas regiões, o fenômeno é conhecido como friagem, quando o ar frio de origem polar avança pelo interior do continente e provoca quedas bruscas de temperatura em áreas normalmente quentes. O episódio afeta a rotina de moradores e exige atenção com a saúde, sobretudo de idosos e crianças.
Após a passagem dessa massa de ar polar, a tendência é de mudança gradual no padrão atmosférico, com elevação das temperaturas na segunda metade de julho, segundo a previsão dos meteorologistas.
O frio de julho pesa também sobre o campo. A geada em áreas produtoras pode comprometer lavouras sensíveis e pastagens, um risco monitorado de perto por produtores da Região Sul. Nas cidades, a baixa temperatura aumenta a procura por atendimento respiratório e a demanda por abrigo para pessoas em situação de rua, o que costuma acionar planos de acolhimento nos municípios mais afetados.
Para a população, a orientação é a de sempre nesse tipo de evento: agasalhar bem crianças e idosos, manter ambientes ventilados ao usar aquecedores e redobrar o cuidado com aparelhos que possam causar acidentes. Motoristas que trafegam por serras e áreas de geada devem reduzir a velocidade pela manhã, quando a pista pode ficar escorregadia.
O Inmet mantém alertas atualizados por região e recomenda o acompanhamento das previsões locais, já que a intensidade do frio varia bastante conforme a altitude e a proximidade do litoral. Veja também [como o frio afeta as contas e o consumo de energia](/brasil/inverno-2026-frio-consumo).
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