Mais de 30 milhões de pessoas devem voltar à pobreza em decorrência dos impactos globais da guerra no Irã. O alerta é do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em relatório divulgado em 23 de abril de 2026.
A escassez de fertilizantes, agravada por bloqueios intermitentes no Estreito de Ormuz, já reduz a produtividade agrícola global. Um terço do fornecimento mundial de fertilizantes passa pela via estratégica, que também concentra fluxo de petróleo e gás.
Os efeitos indiretos do conflito já eliminaram entre 0,5% e 0,8% do PIB global, segundo o PNUD. A insegurança alimentar deve atingir pico nos próximos meses, com repasse em cascata para preços de alimentos e insumos agrícolas, o que pressiona inflação em países importadores, entre eles o Brasil.
“Coisas que levam décadas para serem acumuladas, são necessárias oito semanas de guerra para destruí-las”, afirmou Alexander De Croo, administrador do PNUD. O Brasil depende do Irã como fornecedor relevante de ureia e vê reflexo nos custos do agronegócio.








