Deputados distritais da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) acionaram, nesta quarta-feira (25/2), o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Procuradoria-Geral do Distrito Federal para tentar impedir que o empresário Daniel Vorcaro e seus representantes participem da próxima assembleia de acionistas do Banco de Brasília (BRB), marcada para 18 de março de 2026.
Ação dos distritais para barrar Vorcaro no BRB
A iniciativa dos parlamentares tem como base dúvidas sobre a legalidade e legitimidade da participação acionária de Vorcaro no banco público — que teria ocorrido em meio a transações com o Banco Master, instituição vinculada ao empresário e investigada na Operação Compliance Zero da Polícia Federal.
Segundo os distritais, permitir que Vorcaro vote em deliberações importantes do BRB, como o aumento de capital do banco, pode agravar eventuais prejuízos ao patrimônio público e comprometer a governança corporativa da instituição.
Pedido formal e objetivos da representação
O documento protocolado pelos deputados Chico Vigilante, Ricardo Vale e Gabriel Magno pede que o MPDFT e a Procuradoria adotem medidas judiciais — e, se necessário, administrativas — para impedir a participação de Vorcaro na assembleia e até buscar a indisponibilidade das ações adquiridas por ele e seus representantes até que as investigações sejam concluídas.
Os distritais argumentam que a compra de ações e a consequente presença nas decisões estratégicas do BRB podem consolidar práticas irregulares, dificultando futura reparação de danos e comprometendo a recuperação financeira do banco.
Contexto da assembleia e polêmica política
A assembleia geral de acionistas foi convocada pelo BRB para deliberar sobre uma proposta de reforço do capital social da instituição, em meio a desafios financeiros decorrentes das operações com o Banco Master que impactaram negativamente o balanço patrimonial do banco distrital.
Em paralelo, o governo do Distrito Federal encaminhou um projeto de lei à CLDF que prevê o uso de bens públicos para reforçar a posição financeira do BRB, proposta que também tem sido alvo de críticas por parte da oposição.
Investigação em andamento sobre transações financeiras
As alegações dos distritais se inserem em um contexto mais amplo de investigações sobre operações consideradas suspeitas envolvendo o Banco Master, que também motivaram apurações da Polícia Federal.
Na prática, a ação dos parlamentares busca evitar que decisões estratégicas do banco público sejam influenciadas por uma participação acionária que está sob questionamento jurídico e político, garantindo maior transparência e proteção aos recursos públicos do Distrito Federal.








