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DF e Entorno

MPDFT aponta falhas em cinco cemitérios do DF e sugere ação de R$ 30 milhões

Relatório da Prodecon aponta muros em risco, covas abertas e reclamações de cobrança em cinco cemitérios do DF e pede vistoria antes do Dia de Finados.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Rosa vermelha e crucifixo preto sobre lápide de granito em cemitério
Foto: RDNE Stock project/Pexels (imagem ilustrativa)
Neste texto5 tópicos
  1. Quais cemitérios foram vistoriados?
  2. O que o MPDFT encontrou?
  3. O que o relatório recomenda?
  4. O que dizem a empresa e o governo?
  5. Como a família pode reclamar?

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) identificou falhas de segurança e de conservação em cinco cemitérios públicos do DF administrados pela concessionária Campo da Esperança Serviços Ltda. O relatório da Promotoria de Defesa do Consumidor (Prodecon) sugere uma ação civil pública com indenização preliminar de R$ 30 milhões, segundo reportagem do Metrópoles que teve acesso ao documento.

Quais cemitérios foram vistoriados?

As vistorias ocorreram entre julho e outubro de 2026 nos cemitérios de Brazlândia, Asa Sul, Planaltina, Taguatinga e Gama. O objetivo era checar se a empresa cumpriu um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em outubro de 2025.

O que o MPDFT encontrou?

Segundo a reportagem, o relatório descreve problemas variados, que mudam de unidade para unidade:

  • Planaltina: muros com risco de colapso;
  • Brazlândia e Gama: cercamentos rompidos e portões abertos, sem controle adequado de acesso;
  • Em mais de uma unidade: covas profundas abertas e sem isolamento, tampas e placas de jazigos soltas, deslocadas ou afundadas, e obras sem sinalização;
  • Calçamento e limpeza: irregularidades no piso, entulho, lixo e restos de obra entre os túmulos, com dificuldade de circulação para idosos e pessoas com deficiência.

O documento também reúne reclamações de consumidores: furto de placas de identificação de sepulturas, demora na transferência de titularidade de jazigos e perda de documentos entregues à administração. Há ainda relatos de contestação de contratos de manutenção, dificuldade para cancelar o serviço e negativação no Serasa.

O SouBrasília já noticiou casos ligados à mesma concessionária, como a condenação a indenizar uma família depois que o piso desabou durante um enterro e a condenação por furto de uma placa e de um castiçal de jazigo.

O que o relatório recomenda?

O parecer faz recomendações, que ainda não são decisões. Elas dependem de procedimentos legais e de análise das autoridades competentes:

  1. executar na Justiça as obrigações do TAC cujos prazos já venceram, com cobrança das multas previstas no acordo;
  2. propor ação civil pública para exigir correções estruturais, medidas urgentes de segurança e indenização por dano moral coletivo;
  3. pedir ao Governo do Distrito Federal que avalie abrir um processo de caducidade da concessão, que pode levar à perda do direito de administrar os cemitérios;
  4. notificar a empresa para apresentar defesa e comprovar a correção das falhas em 20 dias, com dados por unidade;
  5. solicitar vistorias da Defesa Civil antes do Dia de Finados, em 2 de novembro.

O valor de R$ 30 milhões equivale a 20% da receita anual informada pela concessionária em 2025. O montante é preliminar e ainda depende de verificação e de eventual decisão judicial.

O que dizem a empresa e o governo?

A reportagem que serviu de base não registra manifestação da Campo da Esperança sobre o relatório. Também não informa se o GDF já decidiu algo sobre a avaliação da concessão.

Como a família pode reclamar?

Quem teve problema com a manutenção de jazigo, cobrança ou documentos pode registrar a queixa no MPDFT. A sede fica no Eixo Monumental, Praça do Buriti, Lote 2, e atende ao público em dias úteis, das 12h às 19h. O telefone é (61) 3343-9500, com atendimento em dias úteis, das 9h às 19h. Guarde contratos, recibos e fotos da situação do jazigo: são esses papéis que sustentam uma reclamação.

A visita ao cemitério cresce perto de 2 de novembro. Quem pretende ir nessa data deve observar a sinalização, evitar áreas com obras ou covas abertas e, em caso de risco, avisar a administração e o Corpo de Bombeiros.

Fonte: reportagem do Metrópoles (coluna Mirelle Pinheiro), com base no relatório técnico-jurídico da Prodecon/MPDFT.

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