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Saúde

MPDFT e GDF discutem integrar Samu e Bombeiros para evitar ambulância duplicada

MPDFT e GDF discutiram no CIOB juntar Samu e Bombeiros na regulação de ocorrências, para evitar duas viaturas no mesmo chamado ou nenhuma ambulância livre.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Lateral de ambulância do Samu 192 com o símbolo do serviço; foto de arquivo de uma unidade de Olinda (PE), ilustrativa
Foto: Luiz Fabiano/Prefeitura de Olinda/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
Neste texto4 tópicos
  1. O problema que a integração quer resolver
  2. O que foi discutido na reunião
  3. O que ainda falta
  4. O que muda para quem liga hoje

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e o Governo do Distrito Federal (GDF) se reuniram na sexta-feira (9), no Centro Integrado de Operações de Brasília (CIOB), para tratar da integração entre o Samu e o Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) no atendimento de urgência. A informação consta de nota do MPDFT, divulgada na terça-feira (13).

O objetivo é fazer os dois serviços trabalharem juntos na regulação das ocorrências, ou seja, na decisão de qual equipe sai, para onde e com qual ambulância. Hoje, segundo o próprio MPDFT, Samu e Bombeiros atuam de forma paralela, e isso pode ter duas consequências para quem pede socorro.

O problema que a integração quer resolver

De acordo com o Ministério Público, a falta de coordenação pode levar ao envio de mais de uma viatura para a mesma ocorrência. O inverso também acontece: em outros chamados, nenhuma ambulância fica disponível. O texto observa que, com recursos limitados, evitar a sobreposição melhora o uso da estrutura.

O MPDFT diz acompanhar o processo desde 2023. A integração já tem previsão normativa, na Portaria Conjunta nº 40, de 2018, mas depende de superar entraves administrativos, tecnológicos e operacionais para sair do papel.

O que foi discutido na reunião

Dois pontos concentraram a conversa, conforme a nota:

  • Integração física: colocar as equipes do Samu e dos Bombeiros no mesmo espaço do CIOB, com área própria para os médicos que fazem a regulação. A ideia é aproximar quem recebe a chamada, avalia a ocorrência e despacha a ambulância.
  • Integração tecnológica: compartilhar dados entre os dois serviços, ligada ao projeto Emergência 360, da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), que busca articular melhor os serviços de urgência e emergência.

Participaram o procurador distrital dos direitos do cidadão, Eduardo Sabo, o procurador de justiça Trajano Sousa de Melo, que é o substituto dele, e os promotores Marcelo Barenco, da 4ª Promotoria de Defesa da Saúde (Prosus), e Bernardo Matos. Também estavam presentes o secretário de Saúde, o secretário de Segurança Pública e o comandante-geral do CBMDF.

"Embora já existisse previsão normativa para a integração, ainda era necessário superar obstáculos administrativos, tecnológicos e operacionais para viabilizar sua implementação", afirmou Sabo, segundo a nota.

O que ainda falta

O MPDFT reconhece que há etapas a cumprir. Os sistemas dos dois serviços ainda precisam se comunicar melhor, e os registros das ocorrências e dos atendimentos precisam ser integrados. A nota não traz prazo para a mudança física no CIOB nem data para o Emergência 360 entrar em operação.

O que muda para quem liga hoje

Nada, por enquanto. A nota não anuncia alteração nos telefones nem no fluxo de atendimento. O 192 segue sendo o Samu e o 193, o Corpo de Bombeiros, e os dois continuam gratuitos e atendendo de qualquer aparelho. Para saber qual dos dois acionar em cada caso, veja o guia 192 ou 193: qual chamar em cada emergência. O funcionamento do serviço de saúde está explicado em SAMU 192: quando chamar e como funciona.

O texto completo da nota está na sala de imprensa do MPDFT. A nota não traz manifestação separada do GDF nem do CBMDF. Esta matéria será atualizada se o governo informar prazos.

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