O eleitor brasileiro vai escolher dois senadores na eleição de 4 de outubro de 2026, e não apenas um como no pleito de 2022. A regra vale para todo o país, incluindo o Distrito Federal, e muda a forma de digitar os votos na urna eletrônica.
A dupla escolha acontece porque o Senado renova dois terços das cadeiras neste ano: 54 das 81 vagas estarão em disputa, duas por estado e duas pelo DF, segundo o Senado Federal.
Por que são duas vagas em 2026
O mandato de senador dura oito anos, mas as eleições gerais ocorrem a cada quatro. Por isso, a Constituição alterna a renovação da Casa: em um pleito, troca-se um terço (como em 2022, quando cada estado elegeu um senador); no seguinte, dois terços. Em 2030, o eleitor volta a escolher apenas um nome.
A eleição para o Senado é majoritária: levam as vagas os dois candidatos mais votados de cada unidade da federação, sem segundo turno para o cargo. O segundo turno de 25 de outubro, quando houver, vale só para presidente da República e governador.
Como fica a ordem dos votos na urna
A sequência de votação é padronizada em todo o país. No DF, o eleitor digita seis votos nesta ordem:
- Deputado federal (4 dígitos)
- Deputado distrital (5 dígitos)
- Senador, primeira vaga (3 dígitos)
- Senador, segunda vaga (3 dígitos)
- Governador (2 dígitos)
- Presidente da República (2 dígitos)
Os dois votos para o Senado precisam ir para candidatos diferentes. A urna barra a repetição, como explica o Senado Federal:
“Caso o eleitor repita o número nas duas oportunidades, apenas o primeiro será considerado válido. O segundo será anulado automaticamente pela urna”, informa o Senado Notícias.
Voto em senador é sempre nominal
Diferentemente da eleição para deputado, não existe voto de legenda para o Senado. Quem digitar apenas o número do partido ou da federação tem o voto anulado. O número do candidato a senador tem três dígitos, e o eleitor só pode votar em quem concorre pelo seu estado de domicílio eleitoral.
Para o brasiliense, a disputa dobrada tende a movimentar a campanha no DF: cada partido ou federação pode lançar até dois candidatos ao Senado, e as composições de chapa mudam o xadrez local.
O que o senador faz
O Senado analisa projetos de lei e propostas de emenda à Constituição, julga autoridades em crimes de responsabilidade, aprova indicações para tribunais superiores (como o Supremo Tribunal Federal), embaixadas e agências reguladoras, e autoriza operações de crédito externo de estados e municípios. Ao lado da Câmara dos Deputados, forma o Congresso Nacional, sediado em Brasília.
A renovação de dois terços é apontada como a mais relevante desde a redemocratização pelo peso que a nova composição terá em indicações e votações a partir de 2027, segundo análise do consultor do Senado Gilberto Guerzoni Filho publicada pelo Senado Notícias.
Próximos passos do calendário eleitoral
As convenções partidárias definem os candidatos entre julho e agosto, e o registro das candidaturas ocorre na sequência, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro e o segundo, para 25 de outubro.
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Perguntas frequentes
Quantos senadores serão eleitos em 2026?
Serão 54 senadores, dois por estado e dois pelo Distrito Federal, o equivalente a dois terços das 81 cadeiras da Casa.
O que acontece se eu repetir o número do senador na urna?
A urna valida apenas o primeiro voto e anula o segundo automaticamente. Para os dois votos valerem, é preciso escolher dois candidatos diferentes.
Existe segundo turno para senador?
Não. A eleição para o Senado é majoritária simples: os dois candidatos mais votados de cada estado e do DF ficam com as vagas, definidas já no primeiro turno, em 4 de outubro.








