Insulina glargina no SUS: quem tem direito e como pedir nas UBSs do DF

julho 14, 2026
Paciente segura caneta aplicadora de insulina de ação prolongada

Pacientes da rede pública do Distrito Federal já podem solicitar a troca da insulina NPH pela glargina, de ação prolongada, nas Unidades Básicas de Saúde. O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (13) o início da oferta nacional do medicamento pelo SUS.

Nesta primeira fase, a substituição vale para crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 e para idosos a partir de 70 anos. O DF ficou entre as primeiras unidades da federação a receber o insumo, na transição iniciada em fevereiro, segundo o Ministério da Saúde.

A insulina glargina é um análogo de ação prolongada. Na maioria dos casos, exige uma única aplicação por dia, contra até três injeções do esquema com a insulina humana NPH, além de oferecer controle mais estável da glicemia e reduzir o risco de hipoglicemia.

Quem tem direito à insulina glargina no SUS

O público contemplado nesta etapa da oferta é definido por idade e tipo de diabetes:

  • Crianças e adolescentes de 2 anos até 18 anos incompletos com diabetes tipo 1;
  • Pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2.

Junto com os tubetes do medicamento, o Ministério da Saúde distribui canetas reutilizáveis de aplicação, o que facilita o uso diário, principalmente para quem tem dificuldade com seringas.

Como pedir a troca na UBS

O caminho é a atenção primária. O passo a passo divulgado pelo governo federal funciona assim:

  1. Procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima com a receita médica emitida e carimbada;
  2. Passar pela avaliação de uma equipe multiprofissional, que analisa o quadro clínico e a possibilidade de transição;
  3. Receber o medicamento com as orientações de uso. No caso de menores de idade, pais, responsáveis ou cuidadores podem solicitar a substituição.

Os pacientes “receberão orientações sobre o uso correto da insulina, a técnica de aplicação e o armazenamento adequado do medicamento”, informou o Ministério da Saúde.

A pasta reforça que a mudança não é automática: quem já usa NPH deve manter o tratamento até a avaliação da equipe de saúde, e a indicação depende de prescrição.

Por que a mudança pesa para quem convive com o diabetes

O diabetes tipo 1 é uma condição autoimune em que o pâncreas deixa de produzir insulina. Costuma ser diagnosticado na infância ou na adolescência e exige aplicação do hormônio todos os dias, pela vida inteira. É justamente o público infantojuvenil que entra na primeira fase da oferta.

Já o diabetes tipo 2, mais comum em adultos, nem sempre exige insulina. Quando exige, o controle em idosos é mais delicado: episódios de hipoglicemia nessa faixa etária aumentam o risco de quedas, desmaios e internações. Na faixa dos 70 anos ou mais, a oferta da glargina vale para os dois tipos da doença.

Menos aplicações por dia também significam rotina mais simples para famílias que administram o tratamento de crianças pequenas, com menos furos, menos horários para lembrar e menor chance de erro de dose.

Na hora de ir à unidade, vale levar documento com foto, cartão do SUS e a receita atualizada. A insulina deve ser mantida refrigerada em casa, e a equipe da UBS orienta o transporte e o armazenamento corretos no momento da entrega.

Distribuição nacional termina em julho

Até segunda-feira (13), o Ministério da Saúde havia enviado mais de 254 mil tubetes de insulina glargina para 16 estados, além de 52.350 canetas reutilizáveis. A previsão da pasta é de que todas as unidades da federação estejam abastecidas até o fim de julho.

No DF, a rede da Secretaria de Saúde já vinha recebendo o insumo desde o início da transição, em fevereiro, quando o Ministério da Saúde apontou a capital federal entre as primeiras a fazer a troca do tratamento de diabetes no SUS.

Quem não se enquadra no público desta fase segue com a insulina NPH disponível normalmente na rede pública. A expectativa do governo federal é ampliar o alcance da glargina de forma gradual, conforme o abastecimento avance.

Perguntas frequentes

Preciso pagar alguma coisa pela insulina glargina?

Não. A oferta é gratuita pelo SUS, nas Unidades Básicas de Saúde, mediante receita médica e avaliação da equipe.

Quem usa NPH e tem menos de 70 anos perde o medicamento?

Não. A insulina NPH continua disponível na rede pública. A glargina, nesta fase, é direcionada a crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 e idosos a partir de 70 anos.

Qual a vantagem da glargina sobre a NPH?

A ação prolongada permite uma única aplicação diária na maioria dos casos, com controle mais estável da glicemia e menos episódios de hipoglicemia.

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