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Política

e-Título: TSE libera download e primeiro acesso no dia da eleição

O TSE anunciou que o app fica no ar para download e ativação em 4 e 25 de outubro. Veja o passo a passo, o que o mesário aceita e o que fazer sem a foto.

Por Redação Sou Brasília atualizada em 8 min de leitura
Mãos de uma pessoa segurando um celular com a tela em branco
Foto: MART PRODUCTION/Pexels
Neste texto9 tópicos
  1. O que mudou na regra do download em 24 de setembro
  2. Até quando dá para instalar e ativar o aplicativo
  3. Como fazer o primeiro acesso passo a passo
  4. Por que o print do e-Título não vale na urna
  5. Onde conferir o local de votação no DF
  6. O que mais o aplicativo resolve
  7. Quais canais atendem o eleitor do DF
  8. As datas que valem para o eleitor em 2026
  9. Perguntas frequentes

O eleitor vai poder baixar e ativar o e-Título no próprio dia da votação, no primeiro e no segundo turno. O anúncio é do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, e reverte a interrupção que valia em eleições anteriores. A Justiça Eleitoral segue recomendando ativar antes.

  • Download e primeiro acesso seguem no ar no dia 4, mas o TSE recomenda ativar antes
  • O primeiro acesso usa validação facial e exige internet e boa iluminação
  • O print da tela não é aceito pelo mesário
  • Só vale como documento quem tem fotografia no cadastro da Justiça Eleitoral
  • O aplicativo mostra local de votação, zona e seção, e aceita justificativa de ausência

O e-Título é o aplicativo oficial e gratuito da Justiça Eleitoral, disponível na Google Play e na App Store. Ele funciona como via digital do título de eleitor e mostra na tela inicial o local de votação, a seção e a zona de quem faz o login. A orientação de antecipar a instalação é do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), divulgada em 16 de setembro.

O que mudou na regra do download em 24 de setembro

Em eleições anteriores, o download e o primeiro acesso ao e-Título eram interrompidos no dia da votação. Era uma medida preventiva, para reduzir a sobrecarga e priorizar o funcionamento do aplicativo para quem já havia ativado a ferramenta.

Para 2026 o TSE mudou a estratégia. Em nota publicada em 24 de setembro, o tribunal afirma que a preparação e o monitoramento da infraestrutura têm como objetivo evitar essa interrupção, e que "a previsão é de que o aplicativo permaneça disponível também para download e primeiro acesso durante os dias de votação".

O tribunal diz que manterá uma sala de prontidão desde já até o fim do segundo turno, em 25 de outubro, para acompanhar o funcionamento do aplicativo.

Em 25 de setembro a mudança deixou de ser projeto e virou anúncio. Segundo a Agência Senado, com informações do próprio TSE, o presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, comunicou que o aprimoramento da infraestrutura e o monitoramento do aplicativo permitem manter o serviço disponível nos dias de votação. Nas eleições anteriores, a interrupção existia para priorizar quem já tinha ativado a ferramenta.

Mesmo com o serviço no ar, a Justiça Eleitoral mantém a recomendação de ativar com antecedência. O motivo é prático: a ativação antecipada dilui a demanda concentrada no domingo e permite conferir antes se os dados do cadastro estão corretos. Quem descobre uma divergência no dia 4, na fila da seção, não tem como resolver ali.

A nova versão do aplicativo também reúne mais serviços num só lugar, segundo o TSE: quitação de débitos eleitorais por Pix ou cartão, acompanhamento de requerimentos feitos pelo Título Net, validação de documento por QR Code e notificações enviadas pela Justiça Eleitoral direto no celular. A nota completa está no portal do TSE.

Até quando dá para instalar e ativar o aplicativo

A recomendação vale para as duas etapas, e é aí que muita gente se perde: não basta baixar o app. É preciso abrir, fazer o login e concluir a validação dos dados. Quem deixar para o domingo agora encontra o serviço no ar, mas disputa a rede com todo mundo que deixou para a última hora, e sem tempo de corrigir divergência de cadastro.

O primeiro acesso usa reconhecimento facial. Na prática, isso significa que o celular precisa estar conectado à internet, com a câmera funcionando e em lugar bem iluminado, e que os dados informados têm de bater com o cadastro eleitoral. Qualquer divergência aparece nessa hora, e não na fila da seção.

Linha do tempo com as datas de 3 e 4 de outubro, 25 de outubro e 3 de novembro para o eleitor
Com a mudança anunciada pelo TSE, o aplicativo continua no ar no dia da votação; o cadastro eleitoral só reabre em novembroArte: Sou Brasília

Como fazer o primeiro acesso passo a passo

  1. Busque por e-Título na Google Play ou na App Store. O aplicativo é do Tribunal Superior Eleitoral e não tem custo
  2. Abra o app e faça o login com nome, data de nascimento e nome da mãe, ou com o número do título
  3. Conclua a validação facial quando o aplicativo pedir
  4. Confira se a sua fotografia aparece na tela. É ela que define se o app vale como documento de identificação
  5. Verifique o endereço da seção que o aplicativo exibe, mesmo que você nunca tenha mudado de casa

Quem prefere o computador encontra os mesmos dados no autoatendimento eleitoral do TSE, em tse.jus.br/servicos-eleitorais/titulo-e-local-de-votacao, que devolve título, zona, seção e endereço do local de votação.

Por que o print do e-Título não vale na urna

A captura de tela do aplicativo não é aceita como documento de identificação. O e-Título precisa ser aberto no próprio aparelho, na frente do mesário, para que ele confira as informações apresentadas. A regra é do TRE-DF e vale para todas as seções do Distrito Federal.

O aplicativo também só substitui o documento com foto para quem tem a imagem no cadastro da Justiça Eleitoral, o que em geral significa ter feito a coleta biométrica. Sem a fotografia na tela, é preciso levar documento oficial com foto: identidade, carteira nacional de habilitação, passaporte, carteira de trabalho ou identidade funcional.

Lista do que o mesário aceita e do que não aceita como documento de identificação na votação
O print da tela do e-Título não é aceito: o aplicativo precisa ser aberto no aparelhoArte: Sou Brasília

Onde conferir o local de votação no DF

O TRE-DF alterou endereços de seções em várias zonas eleitorais para 4 de outubro, por decisão do próprio tribunal, sem que o eleitor tenha pedido nada. No Guará, por exemplo, doze seções mudaram de escola e a alteração atinge 3.349 eleitores. Paranoá, Itapoã e Lago Norte também tiveram locais trocados.

A lista completa, com as escolas de origem e de destino e os números de seção, está reunida em quais locais de votação mudaram no DF e como conferir o seu. A consulta oficial fica na página de mudança de locais de votação do TRE-DF.

O que mais o aplicativo resolve

Além da via digital do título, o e-Título concentra serviços que antes exigiam sistema à parte ou atendimento presencial:

  • Consulta ao local de votação, à seção e à zona eleitoral
  • Situação do eleitor: em dia, com pendência ou com título cancelado
  • Certidão de quitação eleitoral, de crimes eleitorais e de filiação partidária
  • Emissão do título em PDF, para impressão
  • Justificativa de ausência no dia da eleição e depois do pleito, com o histórico das justificativas
  • Inscrição e cancelamento como mesário voluntário, além da declaração de trabalho eleitoral
  • Consulta a débitos e pagamento de multas por Pix e cartão, pela plataforma PagTesouro

Quem não conseguir comparecer no dia 4 resolve pelo próprio celular. O caminho está detalhado em como justificar a ausência na eleição pelo aplicativo, no DF. Quem faltou e não justificou paga multa: os valores e a forma de quitar estão em quanto custa a multa por não votar e o que acontece com o título.

Desde 17 de setembro o TSE também usa o aplicativo para enviar avisos ao eleitor sobre serviços, local de votação e desinformação, como mostrou a reportagem sobre os alertas que o TSE começou a enviar pelo e-Título. Para recebê-los, é preciso manter as notificações liberadas nas configurações do celular.

Quais canais atendem o eleitor do DF

CanalO que resolvePrazo
Aplicativo e-TítuloVia digital do título, local de votação, zona e seção, justificativa, certidões e pagamento de multaDisponível também nos dias de votação; recomendado ativar até 3 de outubro
Autoatendimento Eleitoral (tse.jus.br)Consulta de título, zona, seção e endereço do local de votaçãoSem prazo
Portal do TRE-DF (tre-df.jus.br)Local de votação no DF e agendamento de atendimento no cartórioSem prazo
Cartório eleitoralColeta biométrica, inclusão da foto no cadastro e regularização da inscriçãoCadastro fechado até 3 de novembro
Ouvidoria do TRE-DFDúvidas e reclamações sobre atendimento e seçõesSem prazo

As datas que valem para o eleitor em 2026

  • 3 de outubro: data recomendada pela Justiça Eleitoral para instalar o e-Título e concluir o primeiro acesso
  • 4 de outubro: primeiro turno, das 8h às 17h, para presidente, governador, senador e deputados federais, estaduais e distritais
  • 25 de outubro: segundo turno, quando houver, apenas para presidente e governadores
  • 3 de novembro: reabertura do cadastro eleitoral

Uma data já passou e não tem recurso: o cadastro eleitoral está fechado desde 7 de maio. O artigo 91 da Lei 9.504/1997 proíbe receber pedido de inscrição ou transferência nos 150 dias anteriores ao pleito, e o último dia de atendimento foi 6 de maio. Quem não tirou o primeiro título nem regularizou a situação até lá não vota em outubro.

Leia também as regras do TSE que valem na campanha de 2026 e como pedir o voto em trânsito.

Perguntas frequentes

Dá para baixar o e-Título no dia da eleição?

Sim. O TSE anunciou que o download e o primeiro acesso continuam disponíveis em 4 de outubro e em 25 de outubro. A recomendação oficial, ainda assim, é instalar e ativar antes, para não depender da rede no domingo nem descobrir na fila que há divergência no cadastro.

O print do e-Título serve para votar?

Não. A captura de tela não é aceita. O aplicativo precisa ser aberto no próprio celular, na frente do mesário.

O e-Título substitui o documento com foto na hora de votar?

Só para quem tem fotografia no cadastro da Justiça Eleitoral, em geral quem fez a coleta biométrica. Sem a foto no app, é preciso apresentar documento oficial com foto.

Como consultar o local de votação pelo e-Título?

Depois do login, o endereço da seção aparece na tela inicial, junto com a zona e o número da seção. A mesma consulta está no autoatendimento eleitoral do site do TSE.

Dá para pagar multa eleitoral pelo aplicativo?

Sim, por Pix e cartão de crédito, pela plataforma PagTesouro.

Quem não tirou o título ainda consegue votar em outubro?

Não. O cadastro eleitoral fechou em 7 de maio e só reabre em 3 de novembro. O último dia para alistamento, transferência ou revisão foi 6 de maio.

O próximo passo é abrir o aplicativo agora e conferir três coisas na tela: se a fotografia aparece, se o endereço da seção é o mesmo da última eleição e se as notificações estão liberadas. Se alguma delas falhar, ainda dá tempo de procurar o cartório eleitoral antes do domingo de votação.

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