e-Título: como baixar e usar o título digital antes das eleições

julho 31, 2026
Homem de óculos usando um aplicativo no celular em área externa durante o dia

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou em julho uma nova versão do e-Título, o aplicativo que funciona como via digital do título de eleitor. A atualização chega a menos de três meses do primeiro turno das eleições, marcado para o primeiro domingo de outubro, e concentra no celular serviços que antes exigiam ida ao cartório eleitoral.

O app é gratuito e está disponível na Google Play, para Android, e na App Store, para iPhone. A Justiça Eleitoral recomenda baixar com antecedência: a procura dispara na semana da votação e a instalação em cima da hora costuma esbarrar em fila de servidor e em cadastro incompleto.

O que mudou na nova versão

A principal mudança é de segurança. O aplicativo passou a exigir reconhecimento facial antes de gerar o código de autenticação temporário, usado para validar a identidade do eleitor. Também ganhou verificação de documentos por QR Code, que permite conferir se o título apresentado é autêntico.

Outras funções entraram no pacote:

  • Acompanhamento em tempo real das solicitações feitas pelo sistema Título Net
  • Emissão da certidão de filiação partidária dentro do próprio app, para quem tem biometria validada
  • Pagamento de multas eleitorais por Pix ou cartão de crédito, pela plataforma PagTesouro
  • Novo fluxo de justificativa de ausência, tanto no dia da eleição quanto depois do pleito
  • Cancelamento da inscrição como mesário voluntário direto pelo celular
  • Sincronização automática dos dados biográficos e biométricos

Quando o e-Título vale como documento

O e-Título substitui o título de papel na hora de votar, mas a regra tem um detalhe que derruba muito eleitor na fila: o aplicativo só serve como documento de identificação com foto para quem tem foto no cadastro da Justiça Eleitoral, o que em geral significa ter feito a coleta biométrica. Quem não tem a imagem no cadastro precisa levar um documento oficial com foto, como RG ou CNH, para ser identificado na seção.

Vale checar isso agora, e não na véspera. Ao abrir o app e fazer login com os dados pessoais, o eleitor vê se a fotografia aparece na tela. Se não aparecer, o caminho é procurar o cartório eleitoral ou agendar atendimento pelo site do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal.

Onde o app resolve pendência

O aplicativo mostra o local de votação, a seção e a zona eleitoral, informação que muda com frequência para quem trocou de endereço. Também exibe a situação do eleitor: em dia, com pendência ou com título cancelado por falta de comparecimento em três turnos consecutivos sem justificativa.

Quem tem multa em aberto consegue quitar pelo próprio celular, sem precisar emitir guia em outro sistema. Quem faltou à última votação e não justificou também usa o app para regularizar a situação. Leia também as regras do TSE que valem na campanha de 2026.

Perguntas frequentes

O e-Título substitui o documento com foto na hora de votar?

Só para quem tem fotografia no cadastro da Justiça Eleitoral, em geral quem fez a coleta biométrica. Sem a foto no app, é preciso apresentar documento oficial com foto.

Onde baixar o e-Título?

O aplicativo é gratuito e está na Google Play, para Android, e na App Store, para iPhone.

Dá para pagar multa eleitoral pelo aplicativo?

Sim. A nova versão permite pagamento por Pix ou cartão de crédito pela plataforma PagTesouro.

Como justificar a ausência na eleição?

Pelo próprio e-Título, que teve o fluxo de justificativa reformulado e aceita o pedido no dia da votação e depois do pleito.

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