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Política

PT teme ‘risco Michelle’ ao atacar Flávio Bolsonaro rumo a 2026

Estratégia do PT de atacar Flávio Bolsonaro pode abrir caminho para Michelle entrar na corrida presidencial. Ex-primeira-dama é vista como adversária mais difícil para Lula.

Por Redação Sou Brasília atualizada em 2 min de leitura
PT teme ‘risco Michelle’ ao atacar Flávio Bolsonaro rumo a 2026
Neste texto3 tópicos
  1. A estratégia
  2. Por que Michelle assusta o PT
  3. Três cenários possíveis

O PT planeja intensificar os ataques contra o senador Flávio Bolsonaro a partir de 4 de abril, quando termina o prazo de desincompatibilização. Mas a estratégia carrega um risco calculado: se os ataques funcionarem bem demais, podem abrir caminho para Michelle Bolsonaro assumir a candidatura — e ela é considerada uma adversária mais difícil para Lula.

A estratégia

Segundo bastidores apurados pelo Metrópoles, o PT optou por não atacar Flávio prematuramente. O objetivo é evitar fortalecer o senador antes da hora e dar tempo para que a direita ainda possa trocar de candidato caso as pesquisas não se consolidem.

A partir de abril, a artilharia petista será direcionada com mais intensidade contra o filho mais velho de Bolsonaro, hoje considerado o favorito da direita para disputar a presidência.

Por que Michelle assusta o PT

A ex-primeira-dama reúne vantagens estratégicas que complicam o confronto com Lula:

  • Fator evangélico: Como evangélica declarada, Michelle não enfrenta resistência de pastores influentes e neutraliza narrativas sobre “machismo” na direita
  • Efeito debate: Em confrontos diretos, Lula precisaria medir cada palavra contra uma candidata mulher, sob risco de perder votos — como aconteceu com Aécio Neves em 2014 contra Dilma
  • Acesso ao ex-presidente: Com Bolsonaro em prisão domiciliar, Michelle tem acesso 24 horas ao marido, enquanto Flávio, como advogado, possui horário restrito de visitas

Três cenários possíveis

O artigo descreve três caminhos que a corrida presidencial de 2026 pode tomar:

Cenário 1: Os ataques do PT funcionam e Flávio cai nas pesquisas, mas se mantém como candidato enfraquecido — favorável a Lula.

Cenário 2: A queda é mais brusca e Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, renuncia para substituí-lo na corrida.

Cenário 3: A candidatura recai sobre Michelle Bolsonaro, cenário que o PT mais teme pela dificuldade de confronto.

O xadrez eleitoral de 2026 ganha contornos cada vez mais complexos, com a família Bolsonaro dividida internamente e o PT calibrando sua estratégia de ataque.

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