A nova política fiscal adotada pelo Governo do Distrito Federal começou a mostrar resultado nas contas públicas. No primeiro trimestre de 2026, o DF arrecadou R$ 13,4 bilhões e registrou R$ 11,6 bilhões em despesas liquidadas, com alta de 11% na arrecadação de ICMS na comparação com o mesmo período do ano anterior. A Secretaria de Economia trabalha com um conjunto de 18 iniciativas que podem elevar a receita em até R$ 4 bilhões por ano.
A estratégia do governo se apoia em três frentes de tempo. No curto prazo, ainda em 2026, a expectativa é de R$ 1,45 bilhão a mais com automação de processos e conformidade tributária. No médio prazo, em 2027, o ganho projetado é de R$ 1,27 bilhão com revisões de normas e legislação. A partir de 2028, medidas estruturais devem somar cerca de R$ 1,30 bilhão.
Como o governo quer arrecadar mais sem criar imposto
O foco da Secretaria de Economia é combater a sonegação, revisar contratos administrativos e melhorar a eficiência da cobrança, e não aumentar a carga tributária sobre o contribuinte que já paga em dia. A pasta criou um Comitê de Gestão do Gasto Público para centralizar a análise de alterações orçamentárias e conter despesas.
As principais medidas em andamento são:
- Automação da fiscalização e da cobrança de tributos
- Revisão e renegociação de contratos administrativos
- Controle de despesas com pessoal e custeio
- Criação de comitê para acompanhar o gasto público
O esforço faz parte do plano da gestão de Celina Leão para recompor a saúde financeira do DF e liberar espaço no orçamento para obras e serviços. Com o caixa mais equilibrado, o governo sinaliza que pode retomar concursos e ampliar investimentos sem comprometer o pagamento de servidores e fornecedores.
“A gente não vai resolver a conta aumentando imposto de quem já paga. O caminho é cobrar quem sonega, gastar com qualidade e usar tecnologia para ser mais eficiente”, afirmou o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira.
O que isso significa para o cidadão
Uma arrecadação maior e um gasto mais controlado abrem margem para o governo manter em dia programas sociais, obras e a folha de pagamento. Em um ano marcado pela pressão por investimentos em saúde, educação e mobilidade, o equilíbrio das contas é o que sustenta a capacidade de entrega do Estado.
A Secretaria de Economia afirma que os números do primeiro trimestre indicam uma tendência de recuperação e que o acompanhamento das metas fiscais é feito de forma permanente. A pasta também informou que a partir de julho novas contratações ficam restritas a concursos já autorizados, medida que faz parte do controle de despesas com pessoal.
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