DF 360: como ligar câmeras de condomínios e comércios à polícia

julho 12, 2026
Duas câmeras de segurança instaladas em parede de concreto

Condomínios, comércios, escolas e associações do Distrito Federal já podem conectar as próprias câmeras de segurança ao monitoramento da polícia pelo programa DF 360, da Secretaria de Segurança Pública. A adesão é gratuita, feita pela internet, e ganhou reforço legal com o PL 2.366/2026, aprovado pela CLDF em 30 de junho.

O particular continua dono do equipamento e banca instalação, internet, manutenção e energia. Em troca, as imagens passam a alimentar em tempo real as centrais que orientam o despacho de viaturas da PMDF e da PCDF.

Como cadastrar a câmera no DF 360

  1. Acesse o serviço Cadastrar Minha Câmera no portal oficial do programa (df360.ssp.df.gov.br);
  2. Informe os dados do responsável e a localização do equipamento;
  3. Aguarde a análise técnica da SSP-DF, que costuma ser concluída em dois dias úteis;
  4. Com a aprovação, a transmissão à central é ativada sem cobrança ao participante.

Não há número mínimo nem máximo de câmeras por participante. A adesão é voluntária e pode ser cancelada a qualquer momento. Os requisitos estão detalhados na Portaria nº 19/2026, disponível no próprio portal.

Requisitos técnicos exigidos pela SSP-DF

  • Resolução mínima de 1 megapixel (720p);
  • Transmissão por protocolo RTSP ou RTMP;
  • Taxa mínima de 15 quadros por segundo (FPS);
  • Armazenamento das gravações por pelo menos 7 dias, local ou em nuvem;
  • Conexão com a internet e direcionamento exclusivo para áreas públicas externas.

No portal oficial, a SSP-DF descreve o DF 360 como uma “plataforma centralizada que unifica o atendimento de emergências e otimiza a comunicação com o cidadão”, integrando as câmeras a tecnologias como leitura de placas e reconhecimento facial.

O que muda com o projeto aprovado na CLDF

O PL 2.366/2026, do deputado Wellington Luiz (MDB), dá base legal à integração e vai além: autoriza condomínios, associações de bairro, comércios, indústrias, escolas e agências financeiras a instalar infraestrutura própria, como postes, redes e suportes, em área pública, sem custo para o Estado, desde que cumpram as exigências técnicas e de segurança da informação.

O texto também fixa salvaguardas de privacidade. Fica proibido captar o interior de residências, quartos, banheiros, vestiários e qualquer espaço com expectativa legítima de privacidade. O uso de reconhecimento facial e identificação biométrica deve seguir a legislação federal. Aprovado em 30 de junho, o projeto segue as etapas até a sanção pelo Executivo local.

Quem vê as imagens e por quanto tempo

  • As câmeras integradas só podem filmar ruas, praças, estacionamentos e áreas comuns;
  • As imagens recebidas ficam armazenadas na SSP-DF por até 72 horas, sem captação de áudio;
  • O acesso é restrito a servidores e operadores autorizados dos órgãos de segurança pública, com registro de auditoria;
  • O tratamento dos dados segue a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o uso é exclusivo para segurança pública.

Quem pode aderir

  • Condomínios residenciais, comerciais ou mistos;
  • Associações de bairro e entidades comunitárias;
  • Estabelecimentos comerciais, industriais e de serviços;
  • Instituições de ensino e agências financeiras;
  • Órgãos públicos que não integram a área de segurança.

A adesão em bloco tende a render mais resultado que câmeras isoladas. No Setor Comercial Sul, o Conic é citado pela SSP-DF como exemplo de integração em escala, com cerca de 500 câmeras conectadas ao sistema, cobrindo corredores e acessos de um dos pontos de maior circulação do centro de Brasília.

O videomonitoramento é uma das apostas do GDF para ampliar a vigilância sem depender só de câmeras estatais. O programa já leva equipamentos públicos a espaços de grande circulação, caso das 38 feiras permanentes do DF, que receberão câmeras do DF 360. A integração privada se soma a ações de policiamento ostensivo como a Operação Kratos, que reforçou o efetivo nas ruas neste fim de semana.

Perguntas frequentes

Quanto custa participar do DF 360?

A adesão é gratuita. O participante paga apenas os custos do próprio equipamento: compra, instalação, internet, manutenção e energia.

A polícia terá acesso à câmera dentro do meu condomínio?

Não. Só entram no programa câmeras voltadas para áreas públicas externas. Ambientes internos e espaços com expectativa de privacidade são proibidos.

Posso sair do programa depois de aderir?

Sim. A participação é voluntária e o cancelamento pode ser solicitado a qualquer momento pelo mesmo portal.

Enquanto o PL 2.366/2026 aguarda as próximas etapas, o cadastro de câmeras pelo portal do DF 360 já funciona normalmente. A orientação da SSP-DF é conferir os requisitos técnicos do equipamento antes de enviar a solicitação.

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