seg, 26 out

Anvisa manda recolher picolé com melatonina e suplemento Body Strong

A Anvisa suspendeu venda, fabricação e propaganda do picolé Bentô Relief 3.0 e do suplemento Body Strong Protein; veja o que fazer se você comprou.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Picolés vermelhos com granulado de chocolate sobre bancada cinza, foto ilustrativa sem relação com a marca recolhida
Foto: Anton Uniqueton/Pexels
Neste texto3 tópicos
  1. Por que a Anvisa proibiu o picolé com melatonina?
  2. O que há de errado no suplemento Body Strong?
  3. O que fazer se você comprou

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mandou recolher e suspendeu a venda de dois alimentos: o Picolé Bentô Gelatos Magnésio + Inositol Relief 3.0 e o suplemento Body Strong Protein sabor cacau, da marca Equaliv. As duas resoluções são datadas de 22 de outubro de 2026 e a Agência Brasil noticiou a decisão nesta segunda-feira (26).

Nos dois casos a medida vale para todos os lotes e abrange fabricação, distribuição, comercialização, propaganda e uso. Quem tiver um dos produtos em casa deve parar de consumir.

Por que a Anvisa proibiu o picolé com melatonina?

A Resolução-RE 4.189 atinge a ABB Gelateria Ltda. Segundo o texto publicado no Diário Oficial da União, ninguém avaliou a segurança do inositol e da melatonina em alimento convencional, como um sorvete. As duas substâncias só têm autorização em suplementos alimentares, e o inositol também em composto líquido pronto para consumo.

Ou seja, o problema não é a substância em si, mas o enquadramento. Melatonina em picolé é tratada como ingrediente não autorizado para esse tipo de produto. A resolução cita o Decreto-Lei 986/1969 e as RDCs 839/2023, 843/2024 e 655/2022.

O que há de errado no suplemento Body Strong?

A Resolução-RE 4.160 recai sobre a Althaia S.A. Indústria Farmacêutica e aponta três irregularidades:

  • o produto usa Peptistrong, proteína de fava hidrolisada, ingrediente sem autorização para alimentos;
  • a publicidade trazia alegações de saúde não aprovadas, como "prevenção de sarcopenia" e "suporte nutricional para preservação da massa magra em pessoas que usam canetas emagrecedoras (GLP-1)";
  • o rótulo não trazia a denominação de venda.

A segunda irregularidade merece atenção de quem compra suplemento por indicação de rede social. Sarcopenia é a perda de massa muscular, e a Anvisa considerou a promessa de prevenção e o vínculo com as canetas emagrecedoras alegações terapêuticas sem autorização.

O que fazer se você comprou

As resoluções não informam em quais lojas, estados ou plataformas os produtos foram vendidos, e a Anvisa não divulgou número de lotes ou de unidades. Por isso, quem mora no Distrito Federal não deve presumir que o produto circula ou não por aqui.

  • Confira o nome exato e o fabricante na embalagem: ABB Gelateria (picolé) ou Althaia (suplemento Equaliv).
  • Suspenda o consumo e guarde a embalagem e a nota fiscal.
  • Procure o fornecedor para pedir a troca ou o reembolso, direito garantido pelo Código de Defesa do Consumidor.
  • Se encontrar o produto à venda depois da proibição, avise a vigilância sanitária local ou a Ouvidoria da Anvisa.

Não foi a única decisão recente do tipo. Em 22 de outubro, a agência também proibiu a ashwagandha vendida como suplemento nas redes sociais, e no início do mês barrou canetas de retatrutida e tirzepatida sem registro. A íntegra da resolução do picolé está no Diário Oficial da União, e a do suplemento tem a mesma data e o número 4.160.

As resoluções não trazem posicionamento da ABB Gelateria nem da Althaia sobre a decisão.

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