sex, 23 out

Ashwagandha é proibida no Brasil, alerta Anvisa sobre suplemento viral do TikTok

Anvisa reforça que fabricar, vender e usar ashwagandha é proibido no país. A erva, indicada no TikTok para perimenopausa, não consta da lista de ingredientes autorizados.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Frasco de vidro com cápsulas de suplemento e um monte de pó ao lado, sobre fundo rosa (foto ilustrativa)
Foto: Jonathan Borba/Pexels
Neste texto3 tópicos
  1. Por que a ashwagandha está proibida
  2. Suplemento legalizado também faz mal?
  3. O que fazer antes de comprar um suplemento

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou nesta quinta-feira, 22, que a ashwagandha é proibida no Brasil. A erva, indicada no TikTok para relaxar e aliviar sintomas da perimenopausa, não tem registro, e fabricar, vender, distribuir ou usar o suplemento é ilegal.

O alerta foi divulgado em nota da agência e noticiado pela Agência Brasil. A Anvisa citou o caso de uma mulher britânica que teve falência do fígado, paradas cardíacas e graves danos cerebrais depois de usar o produto.

Por que a ashwagandha está proibida

Segundo a nota, a substância não faz parte da lista de ingredientes autorizados para suplementos alimentares no país. A regra vem da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 243/2018, que define o que pode entrar na composição desses produtos.

Pela RDC, suplemento alimentar é produto de consumo oral, em cápsula, comprimido, pastilha, pó ou barra, destinado a complementar a alimentação de pessoas saudáveis com nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos. Só pode ser feito com substâncias autorizadas.

A Anvisa lembra ainda que é "terminantemente proibido vincular o uso desses produtos a alegações de cura, tratamento e prevenção de doenças".

Suplemento legalizado também faz mal?

Pode fazer. De acordo com a agência, a maior parte dos riscos está em produtos irregulares, que podem ter substâncias não avaliadas ou falhas de fabricação. Mas os riscos não se limitam aos clandestinos: item regular também prejudica quem o consome fora das necessidades do organismo ou das instruções do rótulo.

A Anvisa afirma que "nem todas as pessoas precisam utilizar esses produtos". A decisão de suplementar, diz a nota, deve passar por profissional de saúde, que avalia o estado de saúde, a alimentação e a rotina de exercícios e indica tipo, quantidade e horário.

O que fazer antes de comprar um suplemento

A página da Anvisa sobre suplementos alimentares traz cinco orientações ao consumidor:

  1. Informe-se bem lendo o material que a agência publicou no site.
  2. Busque orientação de um profissional de saúde, que poderá avaliar sua necessidade.
  3. Compre apenas em lojas físicas ou sites confiáveis.
  4. Consuma como o profissional indicou, respeitando dose e tempo de uso.
  5. Se notar algum efeito diferente ou inesperado, avise o profissional de saúde e peça nova orientação.

Quem encontrar à venda um produto com ashwagandha, ou propaganda que prometa cura com suplemento, pode denunciar à Anvisa pelo formulário da página de suplementos alimentares. A denúncia pode ser anônima, e anexar fotos de todos os lados do rótulo ajuda a agência a identificar produto e fabricante.

O SouBrasília já mostrou outras ações recentes da agência, como a proibição de canetas emagrecedoras sem registro, e o projeto que trata das regras de suplementos e das multas.

Mais em Saúde

Ver todas

Mais lidas da semana

últimos 7 dias
Enviar no WhatsApp