qui, 22 out

Anvisa proíbe tiras de glicemia Accu-Chek Active falsificadas vendidas na Amazon

A Anvisa proibiu venda e uso de tiras Accu-Chek Active (Accu-Check) falsificadas em dois anúncios na Amazon. Veja os sinais citados e o que conferir em casa.

Por Redação Sou Brasília 2 min de leitura
Medidor de glicemia e duas tiras reagentes sobre fundo rosa, imagem ilustrativa
Foto: Nataliya Vaitkevich/Pexels (ilustrativa)
Neste texto3 tópicos
  1. O que havia de errado nas tiras
  2. O que fazer se você tem tiras em casa
  3. Terceiro alerta de produto irregular em oito dias

A Anvisa proibiu a venda, a distribuição, a importação e o uso de tiras de glicemia Accu-Chek Active vendidas na Amazon, por serem falsificadas. A resolução saiu no Diário Oficial da União desta quinta-feira (22), segundo a Agência Brasil.

O alerta partiu da própria fabricante. A Roche Diabetes Care Brasil, responsável pelo produto, encontrou no mercado tiras reagentes com características diferentes das originais em dois anúncios na plataforma.

O que havia de errado nas tiras

Em nota, a Anvisa descreveu os sinais que levaram à proibição:

"Além da ausência da embalagem externa original, os itens traziam a restrição de comercialização descrita em inglês ONLY FOR GOVERNMENT TENDER (destinado exclusivamente a licitações governamentais)."

A tira reagente é a peça descartável que recebe a gota de sangue no medidor e entrega a leitura. Ou seja: o produto chegou ao consumidor sem a caixa externa e com uma inscrição que o limita a compras de governo, o que não combina com venda a consumidor final. Entre os anúncios citados na reportagem está o de um kit de tiras para medidor com 100 unidades.

O que fazer se você tem tiras em casa

Pela resolução, esses produtos não podem ser distribuídos, importados nem usados. Quem comprou tiras Accu-Chek Active pela internet pode conferir duas coisas antes de usar: se a embalagem externa existe e se há a frase em inglês sobre licitação governamental.

Para quem controla o diabetes, a leitura da glicemia orienta a decisão do dia, e uma tira sem garantia de origem deixa de ser um insumo confiável. Dúvida sobre o material em uso deve ir ao médico ou à unidade de saúde que acompanha o paciente. No DF, a rede pública mantém ações de prevenção e acompanhamento do diabetes nas UBS.

Terceiro alerta de produto irregular em oito dias

Em oito dias, a agência fez três avisos sobre produtos de saúde irregulares ou falsificados. Os dois anteriores o SouBrasília já havia coberto:

DataProdutoMedida da Anvisa
14 de outubroCanetas de retatrutida e tirzepatidaProibição, por falta de registro
19 de outubroKeytruda e Dysport, lotes suspeitosApreensão por suspeita de falsificação
22 de outubroTiras de glicemia Accu-Chek Active vendidas na AmazonProibição de venda, distribuição, importação e uso

Até a publicação da reportagem, a Agência Brasil não havia obtido resposta da Amazon: a agência disse que tentava contato com a Amazon e mantinha o espaço aberto para a empresa. As informações oficiais sobre a medida estão no portal da Anvisa.

Mais em Saúde

Ver todas

Mais lidas da semana

últimos 7 dias
Enviar no WhatsApp