Aluguel em Águas Claras sobe 20,4% em 12 meses e lidera a alta entre as regiões do DF
Águas Claras teve a maior alta do aluguel entre as dez regiões de Brasília no Índice FipeZAP de agosto: 20,4% em 12 meses, com o m² a R$ 55,20.

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O aluguel residencial em Águas Claras subiu 20,4% em 12 meses, a maior alta entre as dez regiões de Brasília acompanhadas pelo Índice FipeZAP. O metro quadrado anunciado na região chegou a R$ 55,20 em agosto de 2026.
O número está no informe de agosto do Índice FipeZAP de Locação Residencial, produzido pela Fipe em parceria com o Grupo OLX. O levantamento acompanha anúncios de apartamentos prontos em 36 cidades, 22 delas capitais. Em Brasília, a amostra de agosto reuniu 993 anúncios.
Quanto subiu o aluguel em cada região de Brasília
O informe traz as dez zonas mais representativas da amostra da capital. A ordem do preço não é a ordem da alta: o metro quadrado mais caro recuou, e o maior salto veio da quarta colocada.

| Região | Preço do m² (ago/2026) | Variação em 12 meses |
|---|---|---|
| Setor Sudoeste | R$ 86,80 | -3,9% |
| Asa Norte | R$ 68,00 | +14,2% |
| Lago Norte | R$ 61,60 | +5,1% |
| Águas Claras | R$ 55,20 | +20,4% |
| Asa Sul | R$ 41,20 | -2,4% |
| Taguatinga Sul | R$ 33,20 | +10,6% |
| Taguatinga Norte | R$ 27,20 | +3,5% |
| Riacho Fundo | R$ 26,00 | +12,9% |
| Ceilândia Sul | R$ 25,50 | -1,0% |
| Sobradinho | R$ 21,10 | +6,7% |
Três regiões concentram a pressão de preço: Águas Claras, Asa Norte e Riacho Fundo, todas com alta de dois dígitos. Do outro lado, Setor Sudoeste, Asa Sul e Ceilândia Sul fecharam o período com queda no valor do anúncio.
O movimento do aluguel não repete o da venda. No mercado de compra, Ceilândia Sul teve a maior valorização do DF no mesmo informe, como mostrou a matéria sobre a alta de 24% no preço de venda em Ceilândia Sul. No aluguel, a região caiu 1%.
Por que quem já mora paga menos que quem vai mudar
O índice mede anúncio de aluguel novo. A própria Fipe escreve na nota metodológica que o cálculo não incorpora a correção dos contratos vigentes, reajustados pelo índice previsto em cada contrato.
A diferença entre as duas contas é grande neste ano. Em Brasília, o anúncio de aluguel subiu 9,98% em 12 meses. No mesmo período, o IGP-M, índice mais usado para corrigir contrato de locação, acumulou 2,16%. O IPCA ficou em 4,22%.
Ou seja: o inquilino que renova contrato acompanha um número perto de 2%. O inquilino que precisa se mudar entra num mercado que pede quase 10% a mais.
Quanto isso custa por mês em um apartamento de 60 m²
A conta ajuda a enxergar o tamanho da distância. Considere um aluguel de R$ 3.000 por mês.
- Quem renova o contrato e aplica o IGP-M de 12 meses paga cerca de R$ 64,80 a mais por mês.
- Quem procura outro imóvel e enfrenta a alta de 9,98% do anúncio paga cerca de R$ 299,40 a mais.
- A diferença fica em torno de R$ 234 por mês, o que dá aproximadamente R$ 2.800 ao longo de um ano.
O preço por região também muda a conta do tamanho do imóvel. Um apartamento de 60 m² sai por cerca de R$ 5.208 no Setor Sudoeste, R$ 3.312 em Águas Claras e R$ 1.530 em Ceilândia Sul, pelo valor médio do metro quadrado de agosto.
Brasília foi uma das seis capitais em que o aluguel caiu em agosto
No mês isolado, o preço do anúncio recuou 0,79% na capital. Brasília aparece no grupo de seis capitais com queda em agosto, ao lado de Aracaju, Belém, Maceió, João Pessoa e Manaus.
O acumulado do ano na cidade está em 6,09%. A média das 36 cidades monitoradas subiu 6,56% no ano e 9,16% em 12 meses. O preço médio do metro quadrado em Brasília, R$ 54,13, ficou praticamente colado na média nacional do índice, de R$ 54,47.
Para quem investe, o informe registra rentabilidade de 0,52% ao mês em Brasília, o equivalente a 6,30% ao ano. A média das cidades do índice está em 6,14%.
O que fazer quando o reajuste vem acima do índice
O reajuste do aluguel segue o que está escrito no contrato, e a periodicidade mínima é anual. Se a cobrança não bate com a cláusula, o caminho é documentar e negociar antes do vencimento.
- Confira a cláusula de reajuste do contrato e identifique o índice: IGP-M, IPCA ou outro.
- Peça o memorial de cálculo por escrito à imobiliária, com o período usado e o percentual aplicado.
- Compare com o índice oficial do período, publicado pela FGV, no caso do IGP-M, e pelo IBGE, no caso do IPCA.
- Registre a reclamação em caso de divergência. O canal oficial do consumidor no DF é o Procon-DF, e o registro também pode ser feito na plataforma federal consumidor.gov.br.
- Guarde os comprovantes de pagamento dos últimos 12 meses antes de abrir qualquer reclamação.
Vale conhecer também os direitos do inquilino no reajuste e no despejo antes de assinar a renovação.
O próximo informe do FipeZAP, com os dados de setembro, sai em outubro e vai mostrar se a queda de agosto em Brasília virou tendência ou foi ponto fora da curva.






