seg, 21 set
Economia

Ceilândia Sul tem a maior valorização de imóveis do DF: +24% em 12 meses; Sudoeste segue o m² mais caro

Informe de agosto do Índice FipeZAP mostra Ceilândia Sul com alta de 24% em 12 meses e o Setor Sudoeste a R$ 14.717 o metro quadrado.

Por Redação Sou Brasília 5 min de leitura
Prédios residenciais de Águas Claras vistos da estação de metrô, com a linha férrea em primeiro plano
Foto: Jcornelius/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Neste texto5 tópicos
  1. Quanto custa o metro quadrado em cada região do DF
  2. O que o número de Ceilândia Sul diz e o que ele não diz
  3. Como Brasília se compara com as outras capitais
  4. O que o índice mede e o que fica de fora
  5. Onde acompanhar o próximo informe

Ceilândia Sul registrou a maior valorização imobiliária do Distrito Federal nos últimos 12 meses, com alta de 24,0% no preço médio de venda, enquanto o Setor Sudoeste se manteve como o endereço mais caro da capital, a R$ 14.717 o metro quadrado. Os números constam do informe de agosto de 2026 do Índice FipeZAP.

O levantamento é produzido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a partir de anúncios de venda e acompanha 56 cidades brasileiras, entre elas 22 capitais. Em Brasília, a apuração de agosto usou uma amostra de 3.685 anúncios de imóveis residenciais.

Gráfico de barras com a valorização em 12 meses das dez regiões do DF; Ceilândia Sul lidera com 24%
Ceilândia Sul subiu 24,0% em 12 meses, quase o dobro do segundo colocado, o Setor SudoesteGráfico: SouBrasília, com dados do Índice FipeZAP

O preço médio do metro quadrado na cidade ficou em R$ 10.369 em agosto, acima da média das cidades monitoradas pelo índice, que foi de R$ 9.954. No mês, os preços em Brasília subiram 1,28%. No ano, a alta acumulada chega a 5,88%, e na janela de 12 meses, a 9,44%.

Quanto custa o metro quadrado em cada região do DF

A Fipe divulga, para cada cidade, o preço médio das zonas, distritos ou bairros mais representativos no cálculo do índice. No caso de Brasília, são dez regiões. A tabela abaixo traz o valor de agosto e a variação acumulada em 12 meses de cada uma.

RegiãoPreço médio (R$/m²)Variação em 12 meses
Setor SudoesteR$ 14.717+14,4%
Asa NorteR$ 12.493+10,3%
Lago NorteR$ 11.135+8,9%
Asa SulR$ 9.400+12,1%
Águas ClarasR$ 9.305+6,5%
Taguatinga SulR$ 6.440+13,6%
Taguatinga NorteR$ 5.992+8,8%
Ceilândia SulR$ 4.860+24,0%
SobradinhoR$ 4.402+11,2%
Riacho FundoR$ 3.732+6,4%

A distância entre as pontas é de quase quatro vezes: o metro quadrado do Sudoeste custa 3,9 vezes o do Riacho Fundo. Um apartamento de 70 m² sai, pelo preço médio, a R$ 1,03 milhão no Sudoeste e a R$ 261 mil no Riacho Fundo.

O que o número de Ceilândia Sul diz e o que ele não diz

A alta de 24,0% em Ceilândia Sul é a maior da lista por uma margem larga: o segundo colocado, o Setor Sudoeste, subiu 14,4%. Mas as duas altas partem de patamares muito diferentes. Em valor absoluto, os 24,0% de Ceilândia Sul equivalem a cerca de R$ 941 a mais por metro quadrado em um ano. Os 14,4% do Sudoeste equivalem a aproximadamente R$ 1.853.

Ou seja, o percentual mostra onde o mercado se moveu mais rápido, não onde o comprador gastou mais. Mesmo depois da alta de 24%, Ceilândia Sul continua sendo a terceira região mais barata entre as dez acompanhadas na cidade.

O índice também não mede preço de venda fechada. Ele usa o valor pedido nos anúncios. O que a Fipe capta, portanto, é a expectativa de quem vende, que costuma anteceder o preço registrado em escritura. O mesmo comportamento apareceu no ano passado, quando Sobradinho liderou a valorização dos imóveis no DF em 2025.

Como Brasília se compara com as outras capitais

Entre as 22 capitais do índice, Brasília tem o sétimo metro quadrado mais caro. À frente estão Vitória (R$ 15.650), Florianópolis (R$ 13.531), São Paulo (R$ 12.143), Curitiba (R$ 11.731), Rio de Janeiro (R$ 11.216) e Belo Horizonte (R$ 10.667).

Gráfico de barras com o preço médio do metro quadrado nas 22 capitais; Brasília aparece em sétimo, com R$ 10.369
Brasília tem o sétimo metro quadrado mais caro entre as capitais do índice, acima da média das 56 cidades monitoradasGráfico: SouBrasília, com dados do Índice FipeZAP

No ritmo de alta, porém, a capital federal aparece bem mais acima. A variação de 1,28% em agosto foi a segunda maior entre as capitais, atrás apenas de Vitória (1,31%). Em 12 meses, os 9,44% de Brasília ficam em quarto lugar, atrás de Manaus (11,42%), Salvador (10,84%) e Vitória (10,16%).

O índice geral, que reúne as 56 cidades, subiu 0,53% em agosto e 5,49% em 12 meses. Brasília, portanto, valoriza em ritmo quase duas vezes maior que a média nacional do levantamento. O movimento acompanha o aquecimento já registrado no mercado de lançamentos, em que a venda de imóvel novo no DF subiu 10% no primeiro semestre.

O que o índice mede e o que fica de fora

O Índice FipeZAP acompanha apenas imóveis residenciais anunciados para venda. Salas comerciais, lotes e galpões não entram. A Fipe informa que não divulga tabela de preço médio por zona, distrito ou bairro além das regiões mais representativas de cada cidade, o que significa que boa parte das regiões administrativas do DF não aparece no recorte mensal.

O informe também separa os imóveis por número de dormitórios. Na média nacional de agosto, as unidades de um dormitório tiveram o maior preço médio por metro quadrado (R$ 12.184) e as de dois dormitórios, o menor (R$ 8.932).

Onde acompanhar o próximo informe

A Fipe divulga o Índice FipeZAP de venda residencial todo mês, com o informe completo em PDF publicado no site oficial da Fipe. O documento de agosto de 2026, com a ficha de Brasília na página 18, está disponível em downloads.fipe.org.br. O informe de setembro deve sair em outubro e trará a atualização das dez regiões da tabela acima.

Quem for comprar precisa somar ao preço do imóvel o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e as custas de registro em cartório. O ITBI é tributo do GDF, é pago antes da lavratura da escritura e cabe ao comprador, salvo acordo diferente entre as partes. O passo a passo da emissão da guia está no nosso guia sobre o ITBI no DF e quem paga o imposto na compra do imóvel.

Mais em Economia

Ver todas

Mais lidas da semana

últimos 7 dias
Enviar no WhatsApp