Foragido condenado a 65 anos é preso com RG falso em Ceilândia

agosto 4, 2026
Viaturas da Polícia Militar do Distrito Federal enfileiradas, em imagem que ilustra atuação da corporação

Um homem condenado a mais de 65 anos de prisão por múltiplos homicídios, roubos e associação criminosa foi preso na QNM 6, Conjunto L, no Setor M, em Ceilândia, por volta das 19h de segunda-feira, 3 de agosto. Ele tentou escapar da abordagem apresentando um RG falso, com a própria foto e o nome de outra pessoa.

A captura foi resultado de ação conjunta entre o Grupo Tático Operacional (GTOP 28) e o Serviço de Inteligência do 8º Batalhão de Polícia Militar. Ao confrontar os dados do documento com o banco de imagens da corporação, os militares constataram a falsificação, identificaram o verdadeiro nome do abordado e confirmaram o mandado de prisão em aberto.

Documento falso não resistiu ao banco de imagens

O detalhe que derrubou a versão do abordado é o mesmo que aparece com frequência em capturas de foragidos no Distrito Federal: a foto era dele, mas a qualificação era de outra pessoa. Esse tipo de fraude funciona em uma conferência apenas visual do documento e falha quando a equipe cruza a imagem com a base da corporação.

Com o homem foram apreendidos o documento falsificado, um aparelho celular e um boné. Ele foi levado à 27ª Delegacia de Polícia, no Recanto das Emas, onde o caso foi registrado.

  • Onde: QNM 6, Conjunto L, Setor M, em Ceilândia
  • Quando: por volta das 19h de segunda-feira, 3 de agosto de 2026
  • Quem prendeu: GTOP 28 e Serviço de Inteligência do 8º BPM
  • Condenação: mais de 65 anos de prisão
  • Crimes: múltiplos homicídios, diversos roubos e associação criminosa
  • Apreendido: RG falso, celular e boné
  • Registro: 27ª Delegacia de Polícia, no Recanto das Emas

Usar documento falso é crime autônomo

Apresentar identidade falsificada em uma abordagem não é apenas uma tentativa de despistar a polícia. O uso de documento falso é crime previsto no artigo 304 do Código Penal, com pena equivalente à da falsificação do documento, que varia de dois a seis anos de reclusão, além de multa, no caso de documento público.

Como o homem já tinha condenação definitiva e mandado em aberto, a nova ocorrência é somada ao que ele já devia à Justiça. A pena de mais de 65 anos, contabilizada pela soma dos crimes, tem cumprimento limitado a 40 anos de prisão efetiva, teto fixado pelo artigo 75 do Código Penal após a mudança promovida pelo Pacote Anticrime em 2019.

Ceilândia concentra ocorrências e efetivo

Ceilândia é a região administrativa mais populosa do Distrito Federal e por isso concentra parte relevante das ocorrências registradas na capital. O 8º BPM, responsável pela área onde ocorreu a prisão, opera com grupos táticos que trabalham em conjunto com o serviço de inteligência do batalhão, modelo que tem produzido capturas a partir do cruzamento de dados durante abordagens de rotina.

O GTOP é a fração da Polícia Militar voltada a patrulhamento tático e resposta rápida. Cada batalhão mantém grupos numerados por área, e a integração com o setor de inteligência permite checar em campo se o abordado responde a mandado, mesmo quando ele apresenta documento aparentemente regular.

A abordagem que terminou na captura era de rotina, e é assim que a maior parte das prisões de procurados acontece no Distrito Federal. Não houve operação montada para localizar aquele homem: o cruzamento em campo é que transformou uma parada comum em cumprimento de mandado.

Como denunciar um foragido

Informações sobre pessoas procuradas pela Justiça podem ser repassadas pelo 197, canal da Polícia Civil do Distrito Federal, e pelo 190, da Polícia Militar, em caso de urgência. As duas linhas aceitam denúncia anônima e não exigem identificação de quem liga.

Na ligação, o que ajuda a equipe é a informação concreta: endereço com quadra e conjunto, referência visual do imóvel, horário em que a pessoa costuma ser vista e características físicas. Suposição sobre quem seria o procurado, sem elemento verificável, não gera ação de campo.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) mantém ainda o programa Foragidos da Justiça, com lista pública de procurados e canal próprio para receber informações. A divulgação de fotos e dados dos condenados com mandado em aberto é o que permite o reconhecimento por parte da população.

Leia também: PRF apreende 20 pistolas em ônibus na BR-060, no Recanto das Emas.

Perguntas frequentes

Onde o foragido foi preso em Ceilândia?

Na QNM 6, Conjunto L, no Setor M, por volta das 19h de segunda-feira, 3 de agosto de 2026.

Por quais crimes ele foi condenado?

Múltiplos homicídios, diversos roubos e associação criminosa, com pena somada superior a 65 anos de prisão.

Como a polícia descobriu que o RG era falso?

Ao confrontar os dados do documento com o banco de imagens da corporação, os militares identificaram o verdadeiro nome do abordado e confirmaram o mandado em aberto.

Qual a pena por usar documento falso?

O artigo 304 do Código Penal pune o uso de documento falso com a mesma pena da falsificação, de dois a seis anos de reclusão e multa no caso de documento público.

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