O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal foi acionado às 8h24 deste domingo (20) para retirar o corpo de um homem que boiava no Lago Paranoá, nas proximidades de um clube da região e da Ponte Juscelino Kubitschek. A vítima já apresentava sinais evidentes de morte quando as equipes chegaram, segundo a corporação.
Três viaturas e uma lancha foram empregadas no atendimento. Os militares permaneceram no local para preservar a área até a chegada dos órgãos competentes. A corporação informou que, até o momento do registro, não havia informações sobre a dinâmica dos fatos.
O que se sabe até agora
Segundo o relato do CBMDF, o corpo é de um homem aparentemente de meia-idade. Não houve identificação da vítima no local nem indicação de causa da morte. Casos assim seguem um roteiro padrão: os bombeiros fazem a retirada e a preservação da cena, a Polícia Civil do Distrito Federal registra a ocorrência e o Instituto de Medicina Legal realiza a necropsia, exame que aponta se houve afogamento, morte natural ou ação de terceiros.
Leia também
- Acionamento: 8h24 de domingo (20)
- Local: Lago Paranoá, perto de um clube da região e da Ponte JK
- Meios empregados: três viaturas e uma lancha
- Situação da vítima: homem, aparentemente de meia-idade, com sinais evidentes de morte
- Identificação: não informada até a divulgação da ocorrência
Enquanto a perícia não conclui o exame, não há elemento para tratar o caso como crime. A classificação depende do laudo e do inquérito que a PCDF abrir.
O Paranoá entre os pontos de mais ocorrências
O Lago Paranoá é um dos locais com maior número de ocorrências aquáticas no Distrito Federal. Em março, uma operação com sonar localizou o corpo de um homem a 12 metros de profundidade no espelho d’água. Em agosto, outro corpo foi encontrado perto da Ponte JK e depois identificado pela família como o de um jovem de 18 anos.
O espelho d’água tem cerca de 40 quilômetros quadrados e margens de uso intenso, com clubes, píeres, quiosques e trechos de orla sem qualquer sinalização de profundidade. Boa parte das ocorrências envolve banho em áreas não monitoradas, queda de embarcação ou entrada na água à noite.
A orientação do CBMDF para quem usa o lago é objetiva: evitar banho em pontos sem guarda-vidas, não entrar na água após consumo de álcool, manter crianças sempre ao alcance do braço e usar colete salva-vidas em embarcações, inclusive nas de pequeno porte. Em caso de emergência, o acionamento é pelo 193.
Onde estão os pontos mais críticos
Levantamento da corporação divulgado em agosto apontou que Poço Azul, Lago Paranoá e Tororó concentram a maior parte dos registros de afogamento no DF e no Entorno. A lista inclui áreas de cachoeira e poços naturais que recebem visitação nos fins de semana sem estrutura de salvamento.
Quem encontrar uma vítima na água não deve entrar para o resgate sem treinamento. A recomendação é acionar o 193, manter contato visual com a pessoa e, se houver material flutuante por perto, arremessar o objeto em vez de nadar até ela. A maior parte dos afogamentos duplos registrados no país envolve justamente quem tentou salvar alguém.
Para conferir os locais com mais registros e as orientações completas da corporação, veja Poço Azul, Paranoá e Tororó concentram os afogamentos no DF.








